Em cada bolinha endereçada à árvore, em cada enfeite adaptado ao lar, um sonho compartilhado. O Natal é um período repleto de significados. Cada pessoa constrói o seu. O que estão construindo? Presentes – muitos – a serem entregues a quem se deve consideração? Consumismo implacável? No fundo, essa relação comercial bate na couraça do que verdadeiramente importa. Natal, como essência, integra o universo da paz e do bem.
Após longos 36 anos de poder absoluto, o presidente da republica não tem autoridade moral para silenciar angolanos das redes sociais com ameaças gratuitas proferidas no seu desnivelado discurso de fim de ano.
Começa a ser digno de um livro de Franz Kafka o labirinto montado pela Justiça angolana para lidar com Luaty Beirão e os outros “rebeldes” angolanos. Acusados de preparar uma rebelião e atentar contra o Presidente da República e outros órgãos de soberania, foram agora mandados para casa. Mas vão continuar a errar pelo labirinto, criado conforme as circunstâncias.
O telefone tocou. Sem rosto. Sem identidade. Mas com voz macabra e grunhidos de assassino. O recado em “celofane” ditatorial, desembrulha-se: “pára de falar mal do camarada Presidente, porque graças a ele, seu cabrão de merda, ainda, estás vivo”!
A História é testemunha de episódios macabros, em que se julgavam pessoas de boas intenções mas que, devido a preocupação medonha de líderes que se sentiam ameaçados diante de quem primasse por uma postura correctiva que desembocasse na mudança, eram presas, e procurando recobrar a justiça cometeram injustiças maiores, o que provou o fracasso da justiça comutativa que, muitas vezes, se confunde com a vingança.
O estado de direito democrático tem como limite a lei para todo cidadão, incluindo os detentores do poder. Assim sendo todos sem exceção não podem ultrapassar o limite da lei.
Isaías Samakuva, líder da UNITA, disse hoje que o MPLA necessita de rever os seus ideais e princípios porque eles não se ajustam às aspirações dos angolanos. A esmagadora maioria dos angolanos concordará. O problema está que, afinal, esta afirmação de Samakuva não foi feita hoje mas – note-se – no dia 26 de Maio de… 2010.
A regra base da democracia não é assassinar jovens quadros promissores, como aconteceu com o jovem engenheiro Hildeberto Ganga assassinado a tiro nas proximidades da cintura do campo dos coqueiros!