O nosso comportamento de hoje como era de se esperar de um povo que vive ou viveu dezenas de anos sob uma ditadura de Betão mascarada de democracia sob gestão de um brutal com sorriso de pomba de nome José Eduardo Dos Santos não podia ser outro.
Pela primeira vez na história recente de Angola temos um ex-presidente da República vivo que nos dá o prazer de perceber como são ou devem ser tratados os antigos presidentes quando fora do poder.
O surgimento de movimentos que primassem pela defesa dos interesses nacionalistas em Angola, abriu os portões da liberdade dando lugar às luzes da independência. Todavia, ao 10 de Dezembro de 56 do distante século XX, homens vergados em defender a pátria levantaram – se em defesa da nação, colocando – se em confronto contra a tirania de atitude colonial, esses nacionalistas, começaram pelo uso da letra para fazer frente ao imperialismo do Estado Novo, tão logo, marcaram a expressão da força para fazer recuar o mundo escravo, foi nisso que surgiu no passado o PCA que veio a se transformar em PLUA, mas as mãos da PIDE roubou o privilégio da liberdade, tendo enterrado sonhos e factos com a prisão dos primeiros nacionalistas, muitos dos quais mortos de forma prematura, não mereceram dignidade pelas mãos dos tiranos, que os distrataram pior que animais.
Por longos anos Angola sempre se abateu com a cultura da polarização política, onde tudo vira avolta dos políticos do B e do A.
De vez em quando deparamos com cenas que quase nos levam a pensar no tipo de testes ou avaliação a que são sujeitos os candidatos a polícias.
A formulação de uma avaliação consistente do actual estado da democracia no país, exige um balanço de posições sólidas à serem tomadas pelos partidos políticos, se ontem, as chaves dos partidos políticos residiam na cor de pele e na origem da pessoa (família, tribo, região, religião, etc), hoje isso acabou, os partidos políticos, têm de aceitar a realidade do País, e, parar de remar contra as correntes das águas, ao se assentarem no passado, perdem a cabeça e o apoio do povo, o que se vê da FNLA.
A História de Angola está a ser feita por protagonistas, em Angola, em África e no mundo, de distintas sensibilidades da sociedade e, como sempre, cabe aos estudiosos fazer o devido acompanhamento do antes para a colocar preto no branco no papel.
Apesar do processo de democratização em curso em Angola , é lamentável que o MPLA continue a operar como uma seita e como um guru à frente da politica angolana . As recentes declarações do embaixador angolano na Alemanha, Alberto Neto, à imprensa reforçam esta realidade.