Sábado, 31 de Janeiro de 2026
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Quarta, 09 Fevereiro 2022 15:17

Em nome do Estado Laico? Não, obrigado!

A vida já me pregou muitas surpresas. Mas, me assusta a afirmação intelectual carregada de uma boa dose de ‘analfabetismo letrado’ por parte de certos ‘homens e mulheres’ que, quando traduzem por escrito as suas acrobacias mentais, floreadas de uma aparente destreza linguística que faz tudo aparentar linear e lógico, mas que, se perscrutado com paciente profundidade, demonstra desconhecimento de certos conteúdos, incoerência e insegurança na retidão do pensamento que obedeça o mínimo de lógica.

A igreja católica faz tanta questão de se meter na política partidária que deveria apresentar um dos seus bispos como candidato. Em todo o mundo a igreja está virada para os seus problemas, entre os quais a pedofilia. Aqui, não.

Nas primeiras décadas pós-coloniais, golpistas quase sempre usavam os mesmos motivos para derrubar governos: corrupção, má gestão e pobreza – problemas que continuam em alta no Continente

Pela quarta vez, a empresa espanhola INDRA volta a gerir o processo eleitoral angolano na sequência de um quase obscuro e polémico concurso público promovido pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

Em menos de vinte e quatro horas depois da sua publicação a foto do presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, perante o muro das lamentações em Jerusalém tinha sido partilhada milhares de vezes. A mesma foto geriu milhares de comentários, a maioria delas exprimindo admiração pelo o ACJ.

Um dos sintomas do baixo nível do discurso político de Angola, esta nesta luta para saber “quem iniciou a guerra contra o colono”, pois se assume que quem iniciou a luta teria legitimidade para governar.

Quarta, 02 Fevereiro 2022 12:49

Em defesa de Rafael Marques - Sousa Jamba

No portal Maka Angola o activista Rafael Marques escreveu um ensaio que está a gerar muita discussão. O ensaio que afirma que o presidente João Lourenço falhou redondamente em concretizar as promessas de 2017, está a ser visto como uma espécie de reviravolta na opinião de Rafael Marques, que ultimamente tem sido acusado de estar a cantar do hinário do MPLA.

Em fim de mandato, chega-se à conclusão de que João Lourenço não foi capaz de orientar Angola para o rumo de que o país precisa. O trauma da cleptocracia não foi sanado, a administração pública continua disfuncional, não se fez a revisão constitucional, tudo continua a funcionar à mercê de interesses particulares e velhos hábitos enraizados. A ideia de bem comum permanece uma miragem. E sem isso nunca se chegará ao pleno Estado de Direito.

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