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Sexta, 24 Novembro 2023 17:08

Alusão estritamente académica! - Factos são factos.

Esperemos que doravante se procure diferente postura, até porque, com a recente inauguração do aeroporto se elevou a fasquia. Não se pode sem escrutínio alimentar esse deslumbre exacerbado pelos expatriados. Afinal entre Nós, temos, não apenas o que se precisa, mas temos, pelo menos em África, o que  poucos se poderão vangloriar.

Temos tudo, de tudo, que os outros tanto desejariam. Basta que para tanto se permita, e se queira olhar para os lados. Precisamos de recuperar a confiança. Acima de tudo, confirma-se a indefectível vontade política. Precisamos de Ousadia.

Como se poderá primar por diferentes resultados, se na prática não se permeia o rigor e a competência. Nas actuais circunstâncias é imperativo a observância de uma Autoridade Nacional de Aviação Civil forte, e  dotada de capacidade e pergaminhos. A análise da expansão regional não poderá estar dissociada do fluxo e melhoria nas ligações domésticas.  É dado adquirido de que a estatística anual do volume de passageiros, inclui igualmente o registo do tráfego doméstico. O país a mostrar no quadro das acções e na busca do incremento do turismo, vai muito para além de Luanda. Já se perguntaram, por exemplo, que medidas se impunham tomar para resolução a contento na ligação Luanda/Cabinda!

Será que uma ponte aérea faria algum sentido? O que dizer sobre a possibilidade dos aviões fazerem a pernoite no aeroporto de Cabinda! Seria benéfico ou não na melhoria operacional e para a comodidade e tranquilidade dos passageiros? Teríamos no final impacto na Cifra dos passageiros transportados nessa rota? Convenhamos que, tratando-se de uma actividade regulada e supervisionada, na essência muitas das imprecisões derivam do modo envergonhado como se posiciona o próprio Órgão Reitor,  pois sem hesitação ou favor, competi-lo-ia de maneira exaltada e perentória, dar a estampa e fazer notar as valências do pessoal nacional qualificado.

Com o perdão da palavra, comprar e adquirir aviões não exprime por si o padrão de gestão. O tempo Jã não será o ideal e reservado a compra de novos aviões, sem antes se atender o apetrechamento com modernos simuladores, oficinas de manutenção e reparação, centros de treino e formação, etc. Exactamente para não se cair no ciclo da espiral degenerativa, e de tremenda dependência técnica que assistimos com a anterior aquisição dos modernos aviões B777.

As respostas a manutenção programada, e ter preparo para responder as intervenções inopinadas, são o cornerstone.

Mais do que ser-se capaz de operar com segurança, é  nos exigido ter a normal habilidade de manter; conservar as aeronaves, e o equipamento em geral. Hoje por hoje, a luta no mundo moderno implica ter a capacidade e a destreza de realizar-se o sucesso, no âmbito da própria autonomia.

Oswaldo Mendes

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