Quinta, 11 de Agosto de 2022
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Domingo, 31 Julho 2022 19:03

24 de agosto o povo é quem manda, o povo é quem decide

Adalberto Costa Júnior é o próximo Presidente da República. Nenhuma dúvida resta e, se já a escolha está feita pelo soberano povo angolano, a grande frente unida contra a ditadura e tirania é o grande vencedor do biggle match pela verdade, transparência e democracia.

Só temos de fazer o esforço de nos deslocar até a assembleia de voto e meter a cruz no quadrado certo. Este paço não podemos descuidar pois é decisivo ir traçar o “X” no quadrado da nossa esperança e fé na mudança definitiva das nossas vidas. Aquele “X” com que vamos ligar os quatro ângulos do quadrado é o pão que vamos poder servir aos nossos filhos e é o remédio para as doenças e moléstias que nos têm morto. Ir escrever o “X” é garantir a chegada da educação escolar que nós e os nossos filhos merecemos. Esse é o grande “X” da liberdade e do fim do medo e da intimidação diária. Vamos até as urnas desenhar o “X” da nossa verdadeira independência, o “X” da restituição da soberania nacional ao povo sendo o valor supremo do estado angolano e da democracia com que todos sonhamos há décadas.

Há uma semana as campainhas do sprint final soaram e a corrida atingiu o ponto seu alto. Sem desprimor dos demais concorrentes igualmente respeitáveis, no pico do mais aguardado evento no país correm juntos e de mãos dadas, a UNITA o Bloco Democrático e PRA-JÁ Servir Angola contra o velho desleal e desconjuntado MPLA de João de Lourenço.

Adalberto Costa Júnior, Filomeno Vieira Lopes e Abel Chivukuvuku, os eleitos da locomotiva demolidora que resultou da união das três forças políticas que representam, levarão às urnas a cor da bandeira da unidade nacional contra o rolo compressor da ditadura infame do MPLA. Partem confortavelmente à frente em todas sondagens formais e paralelas que amplamente se realizam por todo país. Os resultados que se advinham, que se extrai das sondagens, é inequívoco dado a fiabilidade dos instrumentos universais aplicados a realidade sócio-política angolana.

Não haverá sequer um evento em escala superior dos cataclismos políticos ou sociais alguma vez testemunhados pela humanidade, qualquer alteração como que uma hecatombe política capaz de assegurar a manutenção do poder a um MPLA completamente desgastado. A formação e o seu líder estão completamente desacreditadas. Agiram como autênticos suicidas políticos e porventura estão além disso, por isso revelam-se totalmente incapazes de se reinventar apesar de confrontados com um cenário de mudança profunda no quadro das geos (política e estratégia).

Adalberto Costa Júnior e partners colheram bons ventos e cavalgaram as ondas da transformação decisiva da sociedade angolana. A visão destas figuras só virá a ser comparável, com as devidas ressalvas, a intuição que no passado da história mais ou menos contemporânea operou autênticas revoluções culturais, em primeiro lugar.  Por complemento destas revoluções sucederam mudanças políticas que culminariam no afastamento definitivo dos autoritarismos que até lá pareciam intocáveis e invencíveis. Estamos falando de contextos em que a democracia veio e instalou-se efectivamente. Felizmente, até mesmo a história imediatamente contemporânea mostra que só haverá intocáveis ou invencíveis se houver “resignados” e/ou “tímidos”.  A grande frente unida entrou em perfeita sintonia com as aflições do povo e tomou sobre si a missão de salvar Angola e as famílias angolanas das garras da tirania insaciável.

Politicamente falando, ACJ e seus coligados superaram barreiras culturais decisivas monstruosas. Revelaram aos angolanos e, com os angolanos no seu conjunto, os resultados gratificantes de um exercício de superação conjunto muito bem-sucedido. O dever foi cumprido e executados os objectivos com brio político e intelectual. O que havia a fazer junto das populações está consumado com profissionalismo político. Os frutos são uma luz que se acendeu e brilha intensamente atraindo os olhos do mundo. A comunidade internacional não vai ignorar o apogeu desse brilho no dia “D”, certamente. Esperamos que se juntem a nós angolanos uma vez quebrado o obstáculo mais subtil que até o passado relativamente recente se interpôs desfavorecendo e fazendo claudicar a causa angolana. A união fez a força da oposição pelo povo!

A nobreza de uma coragem superior, de um espírito impregnado dos valores da liberdade, da democracia e da justiça social são o capital, são o activo que suportou o ganho da confiança dos homens e das mulheres deste país para ACJ, Filomeno Vieira Lopes, Abel Chivukuvuku e todos (outros). Todos aqueles que partilham dos mesmos valores e bebem da mesma fonte colhendo a força moral predominante nos círculos mais imediatos destes bravos e valorosos filhos da mãe pátria angolana. Esta vitória é o triunfo de uma bem tecida e imponente cadeia de valores culturais, morais integrados no repositório da sabedoria política do povo angolano. Mas, é também justo enaltecer particularmente aqueles que não circundando no palco mediático os rostos do novo tempo e do novo ciclo que se vai abrir a 24 de Agosto, aqueles honrados homens e mulheres que contribuem com seu recato ou simplesmente sendo anónimos, ou quase ilustres desconhecidos, ainda assim as suas acções revelaram-se eficazes e fundamentais. Com sacrifício do seu tempo e risco de vida ofereceram suporte que tonificou o músculo moral de ACJ e parceiros de causa no assumir quanto no enfrentamento do desafio de levar as aspirações do povo até o palácio presidencial.

Sem surpresa, o grande derrotado anunciado chama-se MPLA e o seu líder João Lourenço é o grande e invicto culpado. Vulgarmente tratado por Jlo, ele e seus camaradas enfrentam dias assinalavelmente difíceis. Dias marcados por fraturas tremendas e insanáveis nas fileiras da formação. A divergência com algumas das alas e/ou hostes internas é a realidade com que não têm sabido conviver uns com os outros acabando todos politicamente dissipados por egos néscios. Tudo que o líder melhor soube fazer em 5 anos está à vista e perfeitamente patente:

Com mérito notoriamente negativo e responsabilidade absoluta, João Lourenço é o que mais tem contribuído para o desnorte em que o seu partido caiu. Esse espetro que é incontornável empurrou decisivamente o MPLA para a derrota que aí vem. João Lourenço foi lesto a dividir o partido, mas depois foi apanhado de surpresa pela necessidade de reconstruir o espírito de união. Soçobrou e fracassou rotundamente. Melhor. A luta de interesses, transversalmente egoístas sem excepção, em toda linha ilegítimos e desleais, é o próprio vector dominante que move e alimenta as tensões na base da clivagem interna. Tal é a rivalidade e confrontação entre uns (mais bem conotados com privilégios e proveitos de certo tempo histórico do passado do partido) com outros, outrora na mó de baixo, tantos são os que acumularam ressentimentos que nem a morte do antigo líder e ex-Presidente da República uniu uns e outros. Desta perda de um histórico do MPLA esperava-se pelo o esbatimento de ódios mútuos e o afastamento do revanchismo autodestrutivo. O ódio entrou e instalou-se dentro da casa da família MPLA e exacerbou expelindo a lava da perseguição selectiva travestida de combate à corrupção. Nunca mais a animosidade saiu ou foi removida da família e com isso consumiu as expectativas do MPLA como que por acção psicossomática.

De cabeça completamente perdida, nas últimas semanas até, aqui João Lourenço nunca descolou dos combates da guerrilha interna no seu partido. Emprega sistematicamente o tempo que deve ao país, para dedicar ao serviço e em benefício do estado angolano, dispondo dele para envolver-se em escaramuças intrapartidárias. Enquanto chefe do executivo, pago pelo erário público para governar o país e lhe dar um rumo e afirmar a nacionalidade angolana no panorama internacional, apostou no contrário. Obcecado pelo poder cedeu a negação de todo seu passado e no limite sucumbiu a perniciosa apetência de uma guerrilha contra alguns dos filhos do seu antecessor. Acusa de criminosos e sabotadores da causa pública os filhos de José Eduardo dos Santos - Zé Dú. A resposta dos alvos replica inversamente uma face da mesma moeda. Ou seja, acção Vs reacção recíproca.

A memória sempre atraiçoa quando é curta. É evidente que João Lourenço acusou esquecimento dos processos que desencadeou pela mão da PGR visando o seu antecessor na pessoa dos filhos. Os mesmos processos que estão na base do azedume político que se instalou e faz ricochete contra si, João Lourenço, com danos de elevada magnitude no seio da família política que tem às costas, dizem tudo sobre a sua estima, consideração e admiração pela distinta figura do seu antecessor – conforme pretendem fazer crer as suas palavras.

Se Jlo tivesse acolhido com humildade e honestidade o projecto “pioneiro” da UNITA em matéria de repatriamento de capitais, certamente não teria bebido do próprio veneno. Não incorria no risco forte e muito provável de vir a perder o poder ao nível do seu partido. A decência, melhor, a falta dela, é o que está marcando a diferença agora no momento crucial, na hora do teste decisivo. Lançar milhões de cidadão no desemprego, tirar o pão a milhões de famílias por conta de uma perseguição política simplesmente abominável e irresponsável, é um erro irreversível. Daí a total impotência com que se debate para se redimir dos efeitos devastadores nas urnas. Em última análise, a insensibilidade tem aqui a sua consequência e um preço bem alto a pagar, que é esse: Irremediavelmente e sem estrondo algum, o negacionismo e seus cultores vão perder as eleições no dia 24 de Agosto.

A unidade interna incondicional, de todo uma pertença do passado do MPLA, a homogeneidade de propósito do grupo face os concorrentes da oposição, se quisermos chamaríamos coesão estratégica da família MPLA, sempre assegurou-lhes vantagem relativa respaldando os resultados viciados que os mantiveram ilegítima e ilegalmente no poder. Contudo, pertence ao passado e não existe já. No presente, seguramente, será demasiado arriscado para Jlo e seus camaradas - dominados por obstinado desejo de manter o poder, insistirem no recurso às artimanhas de uma realidade (do passado) cujo os pressupostos em nada se assemelham ao presente. As ameaças e a intimidação não funcionam já como, entre outros episódios, se viu na reação dos motoqueiros à burla escandalosa no dia do arranque oficial da campanha eleitoral. Mais facilmente o Exército e Polícia de voltarão contra a oligarquia que sequestrou o poder em 1975 pela primeira vez, e, em 2017 pela última vez.   

Figura que nem controlo do partido tem, muito menos goza de apoio popular, aturdido e desconcertado com a derrota certa que lhe espera nas urnas, conforme os populares todos dias lhe lembram através do seu grito de descontentamento, acusou a oposição de insensibilidade face o passamento físico do seu antecessor. Definitivamente, a João Lourenço não ocorre já a alteração que introduziu no espetro gráfico do Kwanza. Não lembra que a foto do seu antecessor, a fotografia do objecto do seu mais veemente ódio foi removida da face da moeda nacional por sua vontade e ordem. Quem João Lourenço descartou do espetro gráfico da moeda nacional, o próprio mentor de Jlo tornado numa das maiores vítimas do seu discípulo, é agora cínicamente convertido no objecto do maior respeito e admiração do perseguidor. Anteriormente mentor, agora odiado e vítima de ódio encarniçado, em plena campanha eleitoral acabou agraciado com a mais distinta estima. É o registo de expressão máxima de ausência total de escrúpulo de um líderzinho político mesquinho.  

A tocha acendeu-se, a corrida entrou em contra-relógio, está ao rubro. Barrar e obstruir a campanha da oposição inviabilizando marchas, desfiles ou arruadas eleitorais no âmbito da campanha, não vão impedir a grande festa da vitória do dia 24 de Agosto. Adalberto Costa Júnior é o nosso próximo Presidente, é o novo Presidente de todos, todos angolanos, sem excepção. O negacionismo de João Lourenço nada aproveita senão da condescendência suicida da sua facção dentro de um partido fraturado e desesperado. Um partido zangado e consumido pela cólera contra o povo, invariavelmente pronto a expelir a lava do ódio e a exorcizar membros para continuar a promover a corrupção com novos delfins e protagonistas “veteranos” a mistura, não castrará a determinação da vontade popular. 24 de Agosto sentenciará os vícios e a violência do regime avaro e tirano que não prevalecerá ante a vontade das massas populares. Em prol de uma nova vida para Angola, sem negação da verdade nem hesitação a bem da democracia, vamos todos respeitar a vontade e a força da razão popular a bem da pátria angolana e da paz.

Por Pedro Zola

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