Quinta, 20 de Janeiro de 2022
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Quarta, 12 Janeiro 2022 10:37

As velhas táticas do MPLA - Lourenço Lumingo

Desde era Agostinho Neto, o MPLA sempre usou as táticas de denegrir os adversários políticos à sua altura, para ganhar terreno. E assim, começou com uma forte campanha de difamação contra o partido político FNLA, acusando os seus dirigentes, simpatizantes e apoiantes de serem canibais.

Esta campanha, trouxe resultados positivos, pois, o MPLA galvanizou-se e o povo passou a odiar aquele que foi o maior partido da luta de libertação nacional. Aí começou a sua fragilidade até aos dias de hoje.

Em seguida, direcionaram os canos ao partido UNITA. Durante muitos anos, com ajuda dos órgãos estatais, o MPLA usou a mesma tática, foi diabolizando a UNITA a todos os níveis, acusando o seu líder fundador de anti crianças, de ser o inimigo da paz, de ser um diabo em pessoa, de ser um assassino em série, de ser o culpado do subdesenvolvimento do país, ouvíamos muita coisa em quanto criança. 20 anos depois da sua morte, finalmente a verdade chegou à tona, estamos a perceber exactamente qual era o propósito do líder fundador da UNITA sobre Angola, porque ele queria tanto a nossa libertação nas garras do MPLA.

Cada um pode fazer as suas reflexões sobre país, desde da sua morte até aos dias de hoje. Quem realmente andou ao lada da razão? És a questão. Na minha língua materna Ibinda diz-se " Fua bu tonda".

Hoje, estamos a observar o mesmo partido, com as mesmas táticas, denegrir os adversários políticos, provocar arruaças, cafricar o poder legislativo, judiciário, os principais órgãos de informações do país, resumindo, todas as instituições públicas a todos os níveis.

Felizmente, esqueceram-se que em 1975 não havia Internet nem as redes sociais, hoje, a partir do telemóvel, o cidadão em alguns segundos, recebe todas as informações de tudo que se passa ao nível nacional e além fronteira, sem precisar das nossas velhas tias "TPA e Jornal de Angola " e das nossas cassulas "TV Zimbo e TV Palanca". Esqueceram-se que a juventude de 1992, 2008, 2012, 2017 é totalmente diferente da juventude de 2022.

Nós temos agora, uma geração que nasceu nos anos 2000, uma geração da era de informação, uma geração que não está ligada a guerra, quer apenas ver os seus problemas sociais e económicos resolvidos.

A juventude evoluiu, o MPLA estagnou, por isso, estando agora por um fio para perder o poder, foram buscar novamente as velhas táticas do MPLA de Agostinho Neto e do  velho JES, deturpar a opinião pública, criar vandalismo e acusar os adversários políticos, como vimos recentemente os pronunciamentos infelizes do primeiro secretário do MPLA em Luanda, após encenar a vandalização do comité do seu partido no bairro Benfica em Luanda, onde a TV Zimbo com a sede em Talatona e a TV Palanca chegaram primeiro no terreno do que a polícia cuja a esquadra dista a menos de 100 metros do local dos acontecimentos.

A táctica sempre foi atacar as suas próprias instituições, queimar autocarros e criar arruaças, à semelhança do que fizeram em 1992.

Felizmente, está tática velha, hoje já não colhe, a sociedade evoluiu, as mentes evoluíram e, todo mundo percebeu quem foi sempre o chico esperto desde 1975.

Por Deputado Lourenço Lumingo

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