Sábado, 10 de Abril de 2021
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Quarta, 24 Fevereiro 2021 13:03

MPLA cava o sepulcro para enterrar a economia angolana na terra do abismo

Carvalho afirma que “a vida enquanto processo é um suceder de crises, pois, neste processo, estamos sempre diante de novos desafios, de novas situações, de novos problemas”, passa – se por altos e baixos, conquistas e derrotas, mas devemos ter a capacidade cognitiva suficiente para contornar obstáculos e realizar proezas.

Durante a história mais recente de Angola, desde que o País chegou à instalação de um clima de paz (em Abril de 2002), assistiram – se duas grandes crises económicas, a crise económica internacional que teve origem nos mercados imobiliários dos Estados Unidos de América, em finais de 2007, e princípios de 2008, tendo - se propagado rapidamente pelo sistema financeiro provocando assim uma das mais graves crises financeiras mundiais.

Porém, Angola entregue às mãos sábias da governação de JES soube dar os passos certos e coerentes para transpor a ponte da crise económica que se instalou em 2008, o povo em geral, não sentiu na pele nem sequer o ar inspirado pela crise financeira de 2008. Graças a governação estratégica de JES que soube procurar alternativas sábias para transpor a crise de 2008.

A segunda crise económica foi a resultante do afrouxamento do preço do crude, devido as políticas pró – obamas que visavam abrandar a expansão do poderio internacional russo, o combate ao terrorismo, e o afrouxamento do crescimento da economia chinesa. Como tal, Angola tornou – se numa vítima da luta de elefantes, onde passou a instalar – se uma crise económica proclamada desde 2014, tendo atado – se à sanções internacionais devido ao branqueamento de capitais que culminaram com a privação de divisas. JLO chegou ao poder em 2017, nas suas promessas o imperativo que tinha como palavra de ordem “o alavancar da economia angolana” era a visão fundamental da sua governação, pela ironia do destino, de lá, para cá, JLO ficou totalmente perdido na sua caminhada, com os olhos vedados de visão política é incapaz de transpor a crise económica que se vive no País desde 2014.

Nesta crise, mais de 70% das empresas privadas não sobreviverão. Umas porque entrarão em falência, outras porque não conseguirão recuperar – se do impacto da COVID – 19. Neste período, dada as dificuldades que as instituições financeiras estão expostas, as empresas sobreviventes encontrão fortes limitações e restrições no acesso ao crédito resultante de um agravamento das condições económico - financeiras do País.

Em outubro de 2018 o Presidente Angolano recebeu do governo chinês um empréstimo de dez mil milhões de USD, porém, ninguém sabe que destino tomou    esse dinheiro. Pela ironia do destino, em Maio de 2018 JLO viajou à França, Bélgia e a Astúria. Para tal viagem JLO alugou o Dream Jet, um Boeing /87 – BBJ (Dreamliner), que também foi alcunhado pela empresa norte – americana de nova coqueluche, com acabamento luxuoso. Esse avião custou aos cofres do Estado 70 mil dólares por hora, em cada hora que estivesse no ar. Com País mergulhado numa crise profunda, JLO deu – se ao luxo de gastar por hora 70 mil dólare só no aluguer de um avião, não se fala dos hotéis luxuoso onde esteve estacionado ao longo das suas viagens pelo ocidente.

Enquanto o País vive uma das crises mais ecoante da sua história, o Presidente da República investiu mais de três biliões de USD em material de guerra, 12 milhões de dólares na construção de um ginásio dos deputados, 5 milhões de dólares na construção da clínica dentária do Presidente da República, 13 milhões de dólares na reabilitação da Cidade Alta, vários milhões de dólares na reabilitação da sala de Ministros, a tentativa de gasto de mais de 500 milhões de dólares na construção do bairro dos ministérios, onde mais de 340 milhões de dólares destinar – se – ião numa burla ao Estado com compra de uma parcela cedida pelo Estado à Sodim em 2008 por decreto presidencial.

Com o caos económico que se vive, o Estado gastou mais de 44 milhões de dólares na construção de um edifício para a CNE, mais de 360 milhões de dólares na expansão do sinal da Rádio Nacional, mais de 100 milhões de dólares na compra de novos aviões para TAAG, um bilião de dólares na compra de acções da Oil para reforçar os activos da Sonangol na UNITEL, mais de 27 milhões de dólares na construção de um centro de formação da Endiama, perto de 400 milhões de dólares na reabilitação da indústria têxtil em benguela, mais de 900 milhões de USD na construção da refinaria de Cabinda em Malongo, etc, etc, etc…

Um conjunto de gastos sem – números, enquanto isso, JLO esqueceu – se da falência económica que o País enfrenta aos nossos dias, como tal, nada se pode esperar, senão uma falência inevitável da economia nacional, caso JLO continue em frente dos destinos do País. 

Desde que JLO tornou – se no capitão do navio chamado Angola, o barco da economia angolana tem estado a marchar de forma bastante cambaleante e em estado de precipício evidente (significando dizer que, desde o ponto de vista económico Angola está prestes à afundar). Enquanto JLO continuar em frente dos destinos do País, jamais a economia angolana poderá respirar um ar nutrido de oxigênio, enquanto o MPLA manter Lourenço em frente dos destinos do País, a economia angolana mostrará sinais claros de desnutrição crónica, com um estado caquético incapaz de continuar viva na face da terra.

A única solução para o progresso da economia angolana é a retirada de JLO em frente dos destinos do País. A saída de JLO na Presidência da República significará uma reanimação emergente da economia angolana, uma vez que Lourenço é o factor conditio cine qua non para a marcha da crise económica no País. Aliás, se JLO continuar em frente dos destinos do País afundará ao não mais poder ser a economia angolana, deixando os seus cofres cheios de nada (…). 

Clifford D. Simak afirmou que “A história do homem é toda uma tentativa — a tentativa de apontar para o impossível — e alcançá-lo. Não há lógica, porque se a humanidade tivesse escolhido a lógica ainda seria cavernosa e ligada à Terra.” Neste âmbito, há que afastar JLO da Presidência do Partido, antes que o País afunde economicamente, sendo um imperativo inegável para salvar o País da crise económica que se vive aos nossos dias, se a teimosia tornar – se na pedra angular dos destinos do MPLA, só a falência inevitável da economia angolana nos acudirá, no seu futuro, amanhã.

A economia angolana somente há - de mostrar sinais de melhoria, desde o ponto de vista de crescimento económico, quando Lourenço decidir fazer as suas malas e afastar – se da Presidência da República. Longe disso, o estado económico do País permanecerá algemado no abismo enorme, completamente à deria (…). À deus dará, sem eira, nem beira. Para que a economia angolana saia da recessão económica e começa a farejar um ar inundado de oxigênio, há que afastar JLO da Presidência da República. JLO é o factor decisivo para a continuidade da crise económica que se vive em Angola, como tal, a crise económica somente irá dar o seu à deus, o dia em que Lourenço abandonar a Presidência da República.

Embora os EUA tenham reforçado a sua presença em Angola, por meio da CIA (organismo no qual JLO tomou parte desde os temos passados), e demais organizações norte - americanas, porém, as decisões tomadas pelo Executivo dirigido por JLO contribuíram para mergulhar Angola num caos económico inevitável, longe de haver sinais de melhoria do “status quo” da economia angolana.

Se advoga , porém, para salvar a economia angolana o imperativo inevitável que visa retirar JLO em frente dos destinos do País, com o esforços que visam colocar um novo timoneiro em frente dos destinos da Nação, longe disso, o futuro que nos espera não poderá ser nosso.

É claro que, o falso combate à corrupção, o jogo político imposto para enfraquecer os seus opositores de trincheira do Partido, se tornaram num barril de pólvora complexa e altamente explosiva. Efectivamente, são essas disputas que trazem ao País uma instabilidade económica permanente e concorrem para fragmentar o seu vastíssimo território.

 A pouco e pouco, a continuar JLO em frente dos destinos do País, a economia angolana, já em colapso, deixará de existir, porque perderá todo o seu potencial financeiro, e, no seu lugar, despontará um Estado pobre vestido de fraquezas do tamanho de um oceano.

De uma coisa estou convencido. Não é com a permanência de JLO em frente dos destinos do País que a economia angolana será salva, fazendo – o, o “MPLA cava o sepulcro para enterrar a economia angolana na terra do abismo”. Não se pode esquecer que a economia é o factor decisivo para o progresso do País, em todas as facetas sociais e políticas.

É forçoso, no entanto, que no seio do MPLA se estabeleça rigorosa definição de políticas públicas que visam alavancar a economia angolana, porém, tal facto, só será evidente, se o MPLA afastar em primeira instância JLO em frente dos destinos do Partido, e, posteriormente do País. É desinteligência assaz manter JLO em frente dos destinos do País, se o MPLA o fizer, o MPLA estará a cavar o sepulcro para enterrar a economia angolana na terra do abismo e do esquecimento inevitável.

Ou o MPLA salva – se a si mesmo, mantendo JLO longe do comando do Partido e do País, ou o MPLA afunda – se na teimosia e na cegueira aberrante que visa manter a pedra errada no lugar errado, se o MPLA manter JLO na presidência Angola continuará pedida na desgraça, e a pobreza económica e social crescerá como musgos crescentes em troncos velhos. Jamais teremos bons hospitais, boa educação, qualidade de vida, aumento de emprego, lazer, etc, etc, estaremos todos perdidos, no tempo e no espaço, num País sem rumo e sem futuro, num País castigado pelas maiores circunstâncias mundiais, completamente perdido no abismo infindável.

João Hungulo: Mestre em Filosofia Política & Pesquisador

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