Sexta, 27 de Novembro de 2020
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Terça, 27 Outubro 2020 14:01

Duas perguntas em carta aberta ao senhor João Lourenço

Senhor João: Antes de tudo as minhas saudações fazendo votos de que essa carta lhe encontre de boa saúde. Em companhia de sua família em especial da sua esposa Any / Ana Dias Lourenço que conheço desde o saudoso bom tempo colonial, e minha com sofredora nas masmorras da DISA na cadeia de S. Paulo.

Senhor João Lourenço, não lhe trato por excelência por uma questão de princípios. E pelo facto do senhor neste momento como personagem central da realidade política angolana, não merecer este tratamento de minha parte, independente de não ser meu presidente.

Acredito que até nem mesmo de maioria dos angolanos para quem o senhor se tornou na pior e mais nojenta decepção de todos os tempos que a triste história de Angola conhece.

Escrevo -lhe para lhe fazer agora simplesmente apenas duas perguntas. Reservando as outras para quando o senhor me responder, agradeço que seja mesmo o senhor a responder-me sem utilizar terceiros.

A minha primeira pergunta tem haver com a grande quantidade de julgamentos sumários que tem havido em Angola que já se tornou numa constante sempre que há manifestações populares.

O senhor pode me dizer porque razão se julgam sumariamente jovens angolanos. Pelo simples facto de se manifestarem, um direito que lhes é consagrado pela própria constituição, mesmo depois de surrados brutalmente pela polícia?

Segunda e última pergunta, até receber a sua resposta que aguardo com grande ansiedade para que possa lhe fazer as mais de trinta que ainda tenho. O senhor pode explicar-me onde vai buscar tanta coragem para ser tão surdo, cego e mudo mesmo sendo figura principal de uma gestão criminosa de um país.

Onde 97% dos governantes são corruptos, assaltaram os cofres públicos tal qual o senhor, sem nunca ter havido um único julgamento sumário para vocês?

Sem mais de momento fico aguardando a sua resposta

Por Fernando Vumby

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