Sexta, 27 de Novembro de 2020
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Terça, 27 Outubro 2020 20:29

Tomar de assalto o MIREX

Está mais que comprovado que tanto a anterior que  a actual administração do Ministério das Relações Exteriores de Angola não têm projecto sério para dirigir esse super Ministério, o nosso pessoal diplomático são mal preparados e não têm dotes para tal.

Uma situação que tende a piorar, porque não existem estratégias político-diplomáticas em grado de elevar a nossa diplomacia e o bom funcionamento das nossas embaixadas e consulados que nada fazem em prol dos angolanos.

As instituições diplomáticas angolanas são verdadeiros ninhos de desvios de milhões de dólares dos cofres do Estado, a desordem é total, a incompetência é total, a desorganização interna é total, o nepotismo e o «amiguismo» também é total, e como se não bastasse a arrogância por parte dos nossos diplomatas atingiu o nível do céu. Arrogância + Incompetência + Falta de Formação Diplomático-consular é igual à insucesso na Arena internacional,

Todo esse problema por parte das nossas Embaixadas tem como base a má administração do MIREX, por isso é necessário TOMAR DE ASSALTO O MIREX. Estou pronto para assumir o comando do MIREX e implementar uma série de reformas de modo a catapultar a nossa diplomacia na esfera internacional.

Antes de tudo é necessário que se mude urgentemente o modo como fazemos diplomacia, para isso obrigatoriamente mudanças devem ser feitas. Começaria por reformar os diplomatas a cima da idade, colocaria em acção o Decreto Presidencial n.° 209/11, de 3 de Agosto de 2011, publicado no diário da República n.° 147, I Serie, segundo o qual o artigo 33 deste decreto faz referência as reformas (Jubilação) dos diplomatas com idade limite de 60 anos. Visto que, temos vários funcionários diplomáticos a cima dos 70 anos, outros quase na casa dos 80 anos, colocaria quase todos (90%) na reforma, alguns ficariam por conveniência de serviço e necessidade, de modo a passarem suas experiências aos diplomatas mais jovens.

Nos primeiros seis meses faria mudanças concretas e pontuais na área dos recursos humanos do MIREX ao mesmo tempo estabeleceria nova dinâmica de trabalho nas nossas embaixadas e consulados, todo o embaixador ou diplomata deve entrar exactamente as 9h00 e sair as 18 horas, de 2a a 6a feira (com excepção daqueles diplomatas que as vezes fazem trabalhos fora das embaixadas), e trimestralmente devem fazer um relatório detalhado sobre os resultados do seu trabalho, e as equipas de inspecção do MIREX de seis em seis meses iriam averiguar se o que foi escrito pelo diplomata no seu relatório corresponde com a prática. Essa inspecção terão de encontrar-se tanto com os funcionários das embaixadas, dos consulados e também encontrar-se com as comunidades angolanas. Sob o meu comando a competência, a ordem e o rigor seriam a base de toda a organização do MIREX.

Temos vários diplomatas que não fazem praticamente nada, passam o tempo todo a ver TV e a divertir-se, comigo isso acabaria, na verdade, não é necessário termos muitos diplomatas, não simplesmente por razões de despesas, mas porque o essencial é termos um grupo diplomático qualificado e competente, capaz de darem conta do recado.

TOMAREI DE ASSALTO O MIREX e faria com que, 85% dos nossos diplomatas fossem maioritariamente jovens (25-45), não apenas jovens, mas sim jovens formados, dinâmicos e responsáveis, os demais os mandaria pra reforma, outros para serviços administrativos do MIREX nas diferentes províncias do País, isso também caso sejam qualificados para tal. Acabaria com o nepotismo, e o teste de ingresso no MIREX seria feito por uma equipe autónoma altamente competente, uma equipe imparcial não pertencente ao MIREX para evitar brechas de tráficos de influências ou de corrupção por parte dos examinadores e dos candidatos.

Estou pronto para assumir o Comando,  sob a minha liderança, nenhum embaixador ou diplomata deverá habitar em casas particulares ou em hotéis caso haja a residência  protocolar, o diplomata obrigatoriamente terá de habitar na residência protocolar. Por outra os gastos dos diplomatas deverão ser controlados e haveria um orçamento fixo para cada embaixada e consulado, de modo a evitar sobrefacturações, coisa que é muito frequente nas nossas instituições diplomáticas.

Comigo seria obrigatório que todo o diplomata possuísse no mínimo o grau de licenciatura, os que estiverem já dentro do MIREX mas que não têm diplomas universitários, não importa se trabalham aí já por longos anos, passariam todos por uma formação político-diplomática de um ano e seis meses, onde aprenderiam profundamente os seguintes módulos:  1) Direito internacional; 2) Mediação consular (tipologias); 3) Comunicação político-diplomática; 4) Projectação; 5) Relações públicas; 6) Burocracias diplomáticas;

7) Espionagem e técnicas de propaganda (informação e acção psicológica).

Os novos candidatos terão de possuir obrigatoriamente diplomas ou de licenciatura, mestrado e doutoramento, fora disso não será possível ingressar no MIREX. Caso possua diplomas universitários depois do teste positivo, será empregado e passará por uma formação para ter domínio do procedimento interno, que duraria 5 meses, a formação seria intensiva. Os que têm diplomas de doutoramentos e de mestrados em Diplomacia ou relações internacionais, direito internacional, economia internacional, administração, e outros diplomas semelhantes, não fariam testes de ingresso como os demais candidatos, mas sim fariam uma entrevista (colóquio) directamente com o Ministro (nesse caso eu) ou com o responsável pela área científica e académica do MIREX, caso superassem com êxitos o colóquio seriam empregados. Se eu tomar de assalto o MIREX: a formação continuada por parte dos diplomatas será 100%  obrigatório.

Diplomacia não se faz com rosas e flores, diplomacia é algo sério, somente com rigor, empenho e dinâmica é que a nossa diplomacia poderá crescer. Por outra em cada País onde o nosso Estado esteja representado, em vez de cada diplomata ir viver lá onde lhe apetecer ou qual Palácio ou apartamento, o Ministério se responsabilizaria em procurar casas para os diplomatas, essas casas não custariam mais de 2000 euros mensal, e é o Ministério quem pagaria as mensalidades, não a embaixada ou o consulado, para evitar roubos e desvios de fundos, comigo as coisas estariam sob fiscalização, e não permitiria envios de embaixadores ou cônsules caso estes fossem incompetentes, antes terão de ser avaliados a nível técnico-projectual e a nível diplomático, terão de apresentar um programa de mandato convincente.  Sob o meu comando não bastaria ser nomeado, não bastaria ser amigo de um Ministro ou do governador tal e tal, ou família do general Y e Z, pode até ser família, mas que seja competente e qualificado para exercer eficazmente as funções de embaixador ou de cônsul.

TOMAR DE ASSALTO O MIREX significa arrumar devidamente esse Ministério que nunca funcionou correctamente, significa dar uma nova visão de Angola no estrangeiro, significa trabalhar em prol do País e de todos os angolanos, TOMAR DE ASSALTO O MIREX, é sobretudo elevar o nome de Angola no exterior e atrair grandes investimentos para a nossa Nação. Tudo isso eu farei assim que TOMAR DE ASSALTO O MIREX, sem esquecer da importância dos funcionários do recrutamento local. Todo aquele funcionário do recrutamento local com 5 ou mais anos de trabalho (na embaixada ou consulado) seriam efectivados (sem riscos de despedimentos salvo excepções), e em base o seu bom trabalho seriam de modo oficial funcionários do MIREX.

TOMAREI DE ASSALTO O MIREX, e num período de 2 a 4 anos a nossa Diplomacia já não será a mesma, e seríamos respeitados e admirados na Arena Internacional.

O.B.S: Apenas revelei 7% de tudo que faria no MIREX, o resto todos viriam na prática, eu sou prático, no Mundo político-diplomático não tenho muito tempo para teorias, e é por causa disto que a nossa diplomacia até hoje continua um fracasso, porque os nossos diplomatas são mais teóricos do que práticos, é hora de levantarem e serem mais dinâmicos. TOMAREI DE ASSALTO O MIREX, e todo o diplomata incompetente será afastado das suas funções. O que está em causa aqui é o País, não é o Partido A, B ou C, Angola está a cima de tudo e de todos, por isso eu trabalharia em prol de ANGOLA ou seja em prol do interesse Nacional.

Por Leonardo Quarenta

Doutorando em Direito Constitucional e Internacional

Mestrado em Relações Internacionais e Diplomacia

Master em Direitos Humanos e Competências Internacionais

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