Quinta, 29 de Outubro de 2020
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Terça, 15 Setembro 2020 02:19

Manuel Vicente: O Filho Pródigo

O vício de corrupção fez de Manuel Vicente o homem mais endinheirado de África e de Angola, uma das personalidades mais rica do mundo. Mas ninguém vos embarrique, Manuel Vicente foi o homem mais benfeitorizado das riquezas que Angola possuía, em detrimento dos seus bens, os angolanos hoje vivem abaixo do índice da pobreza extrema.

Manuel Vicente atravessou em largas camadas das riquezas do País, passando a tornar – se no “Senhor Petróleo de África”, porém, os angolanos, literalmente já não têm absolutamente nada. Tudo para Manuel Vicente e os seus comparsas, e, nada para o povo. O povo a viver do nada, senão do seu medíocre ofício, porém, João Lourenço insiste em dizer que quer mudar o rumo da Nação, enquanto faz de Vicente no homem mais amparado do mundo, ao passo que o povo vive no mar da amargura, enganado por João Lourenço que os magnetiza, os absorve, os hipnotiza e os deprecia mais que todas as coisas deste mundo.

Lévy-Leboyer afirma que “(…) hoje, (…), as mudanças sociais, econômicas, tecnológicas e seus impactos na estrutura de emprego e condições de trabalho estão envolvidas numa intrincada e multifacetada crise das motivações: dando lugar a uma languidez do valor social e psicológico da actividade profissional de cada indivíduo (...), há ausência gradual da ética do trabalho e da consciência profissional, há o sobrevir do homem animal, aquele que em detrimento dos demais se enriqueceu de forma ilícita. Ganancioso, corrupto e excessivamente orgulhoso, é capaz de desviar tudo o que era de uma nação para as suas contas particulares, sem nó, nem dó.

Manuel Vicente é um destes exemplos de desumanização do trabalho. O trabalho costuma a ser apresentado (pelo mundo fora) como uma escola de virtudes, já que a ociosidade seria a mãe de todos os vícios. Mas parece que, é mediante o trabalho onde muitos forjam de forma ilícita as suas riquezas do nada, enquanto enganam a maioria, aglomeram milhares de dólares em seus bolsos. MV não está longe da regra, MV fez do trabalho num meio fulcral para alcançar capitais em seu nome, de forma totalmente ilícita, em detrimento do povo angolano que vive na miséria.

Ao longo da sua estadia enquanto PCA da Sonangol, Manuel Vicente transformou aquele lugar numa propriedade sua. Ao longo de mais de 10 anos em frente dos destinos da Sonangol, o “Sr. Petróleo” engoliu com os próprios ossos o dinheiro que seria distribuído de forma equitativa para todo o povo angolano. Porém, hoje, goza de um novo privilégio, em detrimento do povo que vive as aflições mais espinhosas dos últimos tempos, tal quanto revela a “Bíblica Sagrada”: Vicente (“O Sr.º Petróleo”) fez – se no delfim de João Lourenço, o homem mais protegido de todos os tempos em Angola, cuja protecção assemelha – se à um morro de betão, é mais importante que o próprio País, onde até o PR preferiu sacrificar as relações diplomáticas entre Angola e Portugal só para defender aquele que desviou quase todo o dinheiro do Petróleo do País para as suas contas particulares”.

Rogério Gesta Leal e Ianaiê Simonelli da Silva afirmam que, quando a corrupção encontra-se dispersa em todo o corpo político, e, é tolerada pela sociedade, as pessoas mais necessitadas sofrem de forma mais directa com os efeitos disto, haja vista que, no Executivo de JLO, a corrupção continua a ser adorada como uma deusa, e há relatos segundo os quais, as estruturas dos poderes instituídos se ocupam, frequentemente, com os temas que lhes rendem vantagens, seja de grupos, seja de indivíduos particulares, do que com os interesses públicos vitais que satisfazem a vontade do povo angolano, razão mediante a qual, João Lourenço estava disposto a sacrificar as relações bilaterais entre Angola e Portugal, apenas visando proteger Manuel Vicente e os seus interesses pessoais.

Em Angola o Estado deixou de satisfazer em grande escala, os interesses públicos, porque o dinheiro do petróleo e dos demais recursos é desviado para outras rubricas orçamentais mais fáceis de serem manipuladas e desviadas como prática de suborno e espoliação constante, com vista ao enriquecimento ilícito de uma classe privilegiada em detrimento do povo angolano que vive, até então, numa situação de pobreza extrema (…).

Devido a escassez profunda de recursos, muitos angolanos não podem se alimentar em condições perfeitas. Todavia, não tendo outro mecanismo para permanecer vivos na face da Terra, são forçados a faz do lixo no único restaurante, onde possam degustar a sua iguaria, em virtude dos recursos de programas sociais do Governo Angolano (como o Kwenda, o PIIM e os demais) serem desviados de forma constante para o benefício de dirigentes e das suas empresas particulares. Foi nesta perspectiva que o homem do “Petróleo” transformou – se no ser mais rico de África, desviando tudo que era de todos os angolanos para as suas contas particulares.

Segundo o Jornal Negócios “Manuel Vicente foi indiciado pelo Ministério Público Português, por corrupção activa, no âmbito da chamada "Operação Fizz". Porém, esta foi a segunda vez que o antigo líder da Sonangol era visado pela justiça portuguesa. Em Novembro de 2013 o Departamento Central de Acção e Investigação Penal havia arquivado um processo no qual estava em causa a eventual prática por Manuel Vicente, Higino Carneiro e a Portmill do crime de branqueamento de capitais, com possível ligação a ilícitos de natureza fiscal.

Na altura o Ministério Público explicava assim a decisão: “vieram aos autos, voluntária e sucessivamente, trazer os elementos documentais de suporte das transações financeiras detectadas nas suas contas bancárias, assim como fizeram prova de rendimentos compatíveis com as operações referidas”. Mas é mesmo esse Vicente, corrupto, e excessivamente ladrão que tornou – se no homem tão protegido por João Lourenço (O Exonerador Implacável).

Parece que nada importa o quanto tenha praticado de crime, seja em Angola, como fora dela, Manuel Vicente está totalmente protegido pelo Dono Disto Tudo. Nos termos da Constituição da República de Angola (CRA) o ex – PCA da Sonangol e vice - Presidente da República possuí imunidades similares a um deputado. É mister afirmar que, Manuel Vicente continua na posição de Deputado e membro do conselho da República, logo, as imunidades do maior rico de Angola, redobraram – se, embora pese nele crimes do tamanho de um oceano

Segundo a CRA, nos seus artigos 150º, 3ª alinha, as imunidades atribuídas aos deputados estabelecem que:

—— Após instauração de processo criminal contra um Deputado e uma vez acusado por despacho de pronúncia ou equivalente, salvo em flagrante delito por crime doloso punível com pena de prisão superior a dois anos, o Plenário da Assembleia Nacional deve deliberar sobre a suspensão do Deputado e retirada de imunidades, para efeitos de prosseguimento do processo.

Desde logo, não se percebe porque é que JLO mantém as imunidades de MV vivas se ele já possuía um processo em curso em Portugal que terá sido transferido à Luanda com o fim de dar sequência ao mesmo. Se, observarmos no ponto 3) do artigo 150º, podemos notar que, é possível deixar cair no tapete as imunidades de Manuel Vicente, por ter sido constituído arguido, num processo em andamento em Portugal.

E por conseguinte, Manuel Vicente é detentor de uma cidadania portuguesa, tal quanto o Ministério Público Português defendeu. Orlando Figueira, o ex – Procurador que defendeu Manuel Vicente, foi condenado a seis anos e oito meses de prisão por corrupção, porém, os processos de Manuel Vicente foram completamente arquivados em angola, desde logo, o Governo continua a pisar a Constituição e fazer uns de heróis e outros de vítimas. Nos termos da lei, Manuel Vicente perde a imunidade que possui face ao processo criminal em curso, porém, o Governo angolano recusa – se em realizar tal acto, para proteger um corrupto que roubou o futuro de todos angolanos.

Enquanto isso, Isabel dos Santos, a mais brilhante empresária é perseguida em todos os lados, por conseguinte, Manuel Vicente jamais será condenado por nenhum Governo que vier à governar esse País, hoje tem imunidades, amanhã será amnistiado.

Por Amadeu Baltazar Rafael

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