Seis forças políticas da oposição angolana anunciaram a criação de equipas técnicas conjuntas e a definição de uma estratégia comum com vista à alternância política nas eleições gerais de 2027, no quadro da III Fase dos Encontros de Unidade para a Alternância Democrática.
O antigo primeiro-ministro angolano e ex-secretário-geral do MPLA, Marcolino Moco, acusou as elites políticas angolanas de sacrificarem o futuro da juventude em nome da manutenção do poder, criticando a reabertura do debate em torno dos acontecimentos de 27 de Maio de 1977 numa altura em que, considera, o país enfrenta problemas sociais e económicos mais urgentes.
A deputada da UNITA e jurista Mihaela Webba rejeitou a possibilidade de um alegado “terceiro mandato indirecto” do Presidente angolano, João Lourenço, considerando que tal cenário não encontra sustentação na Constituição da República de Angola.
O advogado Sérgio Raimundo afirmou, durante um debate na Rádio Essencial, que existem dirigentes e militantes do MPLA que discordam da continuidade de João Lourenço na liderança do partido, mas que evitam manifestar publicamente essa posição por receio de represálias internas.
O pré-candidato à presidência do MPLA, Higino Carneiro, celebrou esta semana a conquista de 1 milhão de seguidores na sua página oficial do Facebook, considerando o feito como um sinal de confiança e proximidade junto dos cidadãos.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou esta semana que a sua visão para Angola passa por uma “rotura com a partidarização do Estado”, defendendo que o acesso à função pública e aos cargos de chefia deve assentar no mérito e não na filiação partidária.
O processo-crime n.º 48/20, que envolve o antigo governador provincial de Luanda, general Francisco Higino Lopes Carneiro, começou a circular esta quarta-feira nas redes sociais, levantando suspeitas de eventual violação do segredo de justiça e reacendendo o debate em torno da reactivação do caso judicial.