O Bloco Democrático exigiu hoje uma investigação transparente à intervenção da polícia angolana no Uíge contra militantes UNITA, que classificou como “brutal repressão” e apelou à responsabilização dos autores.
O general na reforma e pré-candidato à presidência do MPLA, Higino Carneiro, apelou à unidade nacional, à paz e à reconciliação na sequência dos recentes incidentes registados na província do Uíge, onde confrontos entre militantes da UNITA e a Polícia Nacional resultaram em pelo menos dois feridos.
A CNN Internacional noticiou os recentes confrontos registados na província do Uíge entre agentes da Polícia Nacional e militantes e simpatizantes da UNITA, numa reportagem intitulada “Democracy in Angola Continues to be Fragile” (“A democracia em Angola continua a ser frágil”).
O pré-candidato à liderança do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), António Venâncio, publicou um vídeo nas suas redes sociais no qual dirige uma mensagem aos militantes do partido, apelando à subscrição de declarações de apoio à sua candidatura e reforçando a importância da participação livre no processo interno de escolha da futura liderança.
A Renamo, segundo maior partido da oposição moçambicana, apontou o “uso desproporcional” da força numa alegada repressão policial contra a UNITA em Angola, manifestando repúdio e solidariedade perante os atos de violência, numa nota consultada hoje pela Lusa.
A UNITA adiou o comicio de homenagem ao fundador Jonas Savimbi após os acontecimentos de hoje no Uige, que o presidente do principal partido da oposição angolana classificou como "um estado de guerra".
O acto central da UNITA, realizado este sábado na província do Uíge, ficou profundamente marcado por um clima de elevada tensão entre os participantes e o forte dispositivo da Polícia Nacional mobilizado para o local.