O parlamento angolano chumbou hoje o projeto de lei sobre o Exercicio de Direito de Oposição Democrática, iniciativa da UNITA, com os votos contra do MPLA (poder), que considerou o diploma "desnecessário e inoportuno".
O deputado do MPLA, João Mpilamosi Domingos, apresentou um pedido público de desculpas ao grupo parlamentar da UNITA, na sequência de declarações polémicas proferidas durante uma intervenção recente, nas quais afirmou que, após a morte de Jonas Savimbi, em 2002, o partido no poder teria capacidade para “exterminar totalmente” a UNITA.
0 MPLA, partido no poder em Angola, acusou hoje a oposição de propalar discursos falaciosos e semear suspeições, assegurando que a estabilidade do pais "não será refém de interesses e ambições partidárias desmedidas".
A UNITA (oposição) considerou hoje "inaceitável que em Angola, "pais tão rico em recursos" se normalize a sobrevivência como modo de vida e criticou os "discursos otimistas" do executivo que "chocam" com a extrema vulnerabilidade das familias.
Deputados angolanos pediram hoje ao Governo abordagens preventivas, respeito pela vida, reassentamento dos deslocados e a reposição dos bens perdidos após as cheias em Benguela, que causaram 19 mortos e milhares de desalojados.
O procurador-geral da República, Pedro Mendes de Carvalho, afirmou, em Luanda, que a credibilidade do Estado angolano depende directamente do respeito pelas decisões dos tribunais, sublinhando que o cumprimento efectivo da legalidade é um dos pilares fundamentais do Estado de Direito.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou que a alternância política em Angola, nas eleições gerais previstas para 2027, dependerá em grande medida do papel da juventude, que considera essencial para o reforço da democracia no país.