A exclusão da candidatura de Higino Carneiro à liderança do MPLA poderá ter consequências políticas que ultrapassam a disputa interna do partido no poder, podendo criar oportunidades para a oposição e para os sectores da sociedade civil que defendem a alternância política em Angola. A leitura foi feita por Jonas Sebastião, vice-presidente do Movimento Social para a Mudança, e pela activista e socióloga Luzia Moniz, durante uma entrevista ao programa Radar DW.
Resolução aprovada na Assembleia Geral, em Bruxelas, condena perseguições políticas, apela ao reforço das instituições democráticas e manifesta preocupação com o ambiente político em vários países africanos, incluindo Angola.
Luanda – O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu uma profunda reforma da política de habitação em Angola, utilizando a Centralidade do Kilamba como exemplo daquilo que considera ser um modelo de gestão falhado e propondo um conjunto de medidas destinadas a transformar o projecto num sistema capaz de financiar novas centralidades em todo o país.
O jornalista e activista angolano Rafael Marques de Morais defende que a democracia nunca se consolidou no seio do MPLA, sustentando que a ausência de competição interna pela liderança do partido constitui uma característica estrutural da organização desde a sua fundação.
Luanda – Os militantes da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Fernando Pedro Gomes e Daniel António Afonso, formalizaram esta terça-feira as suas intenções de concorrer à presidência do partido, ao entregarem as respetivas pré-candidaturas à Comissão Nacional Preparatória do VI Congresso Ordinário.
O jurista angolano Serrote Simão considera que as acusações de fraude que levaram à anulação da candidatura de Higino Carneiro à presidência do MPLA configuram uma tentativa de o afastar da corrida à liderança do partido, defendendo que a subcomissão de candidaturas deve ser responsabilizada pelas declarações tornadas públicas.
O presidente do PRAJA-Servir Angola, Abel Chivukuvuku, disse que a falta de múltiplas candidaturas em algumas organizações afecta "severamente" a democracia interna nos partidos em Angola.