Sexta, 10 de Abril de 2026
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Há expressões que, de tanto repetidas, perdem densidade e tornam-se ornamentos vazios. “Amicus de veritas sed”, ser amigo da verdade é uma delas. No plano ideal, remete a um compromisso ético inegociável, no plano real, sobretudo na arena política angolana, soa cada vez mais como um artifício discursivo, invocado não para afirmar a verdade, mas para legitimá-la, ainda que seja construída, distorcida ou conveniente.

No teatro do absurdo, Angola demonstra possuir uma performance invejável, assente numa lógica de distorção da realidade, onde se tenta alterar, de forma irresponsável, o estado real de fome e miséria extrema que persiste no país. A vaidade e a incompetência têm sido as duas faces da mesma moeda predominante no aparelho do Estado.

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