Há expressões que, de tanto repetidas, perdem densidade e tornam-se ornamentos vazios. “Amicus de veritas sed”, ser amigo da verdade é uma delas. No plano ideal, remete a um compromisso ético inegociável, no plano real, sobretudo na arena política angolana, soa cada vez mais como um artifício discursivo, invocado não para afirmar a verdade, mas para legitimá-la, ainda que seja construída, distorcida ou conveniente.