Quarta, 08 de Abril de 2020
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Terça, 24 Março 2020 16:59

Plataforma eletrónica sobre câmbio do kwanza entra em vigor em 01 de abril - BNA

A nova plataforma eletrónica de negociação da taxa de câmbio vai entrar em vigor em 01 de abril, disse o Banco Nacional de Angola (BNA) numa reunião com os representantes dos bancos angolanos.

“O BNA confirma o dia 01 de abril para adoção da nova plataforma de negociação”, lê-se na ata da reunião de sexta-feira entre o regulador e a associação angolana de bancos.

No documento, a que a Lusa teve hoje acesso, o regulador explica que foi informado pela Bloomberg “que 70% dos bancos e operadores petrolíferos já têm acesso à plataforma, em modo ‘standalone’ ou integrado, e que vão oferecer formação à distância para quem necessitar”.

Esta nova plataforma vai permitir que as petrolíferas que operam no país possam comprar diretamente os dólares de que necessitam, influenciando a taxa de câmbio, que o BNA quer que continue a ser formada livremente.

“A formação da taxa de câmbio de referência será também alterada pelo recurso à plataforma Bloomberg, passando a capturar as operações efetuadas pelo setor de petróleo e gás”, lê-se na ata da reunião.

Banco Nacional de Angola critica bancos que não liberalizam a taxa de câmbio

O Banco Nacional de Angola (BNA) criticou hoje que há bancos que insistem em manter a taxa de câmbio do kwanza face ao dólar indexada à praticada pelo regulador, desvirtuando o mercado e prejudicando a economia.

“Alguns bancos comerciais ainda não compreenderam que a taxa de câmbio decorre da interação entre a procura e oferta de moeda estrangeira e persistem em manter as suas taxas indexadas à do BNA, independentemente dos seus níveis de oferta e procura nos seus bancos”, lê-se na ata da reunião que o regulador manteve com a Associação Angolana de Bancos.

No documento, a que a Lusa teve acesso, o regulador financeiro critica, sem nomear, os bancos que não variam a sua taxa de câmbio consoante a disponibilidade de moeda externa, avisando que “esse comportamento gera atrasados cambiais, ansiedade, potencia o informal, retira transparência, previsibilidade e competitividade ao mercado, para prejuízo de quem necessita de moeda estrangeira”.

Segundo a ata da reunião que decorreu na sexta-feira à tarde, o BNA lembrou que “já não há regras de colaterais, listas prioritárias e esquemas perversos ao normal funcionamento do mercado cambial” e salientou que o diferencial entre a taxa de câmbio oficial e a prática no mercado paralelo ronda os 13%.

Por outro lado, a instituição disse que as reservas internacionais cobrem sete meses de importações e garantiu que “não serão alteradas as regras inerentes às vendas de cambiais pelas companhias petrolíferas, esperando-se bom senso de todos intervenientes do mercado cambial”.

Ainda este mês o BNA vai leiloar 400 milhões de dólares (370 milhões de euros), devendo fazer o mesmo em abril, segundo a ata da reunião.

No documento, fica claro que o regulador pretende manter a liberalização cambial adotada recentemente, apesar da previsão de forte desvalorização do kwanza no seguimento da crise económica mundial trazida pela pandemia do novo coronavírus.

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