Sábado, 04 de Julho de 2020
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Segunda, 09 Março 2020 18:00

Covid-19: Comissão de Mercado de Capitais angolana prevê mais inflação e dívida pública

A descida do preço do petróleo ditada pelo arrefecimento da economia mundial, devido ao medo de contágio do novo coronavírus, traz para Angola riscos acrescidos de inflação e de endividamento público, prevê a Comissão de Mercado de Capitais (CMC).

“A queda do preço do petróleo, essencialmente em resultado do arrefecimento económico mundial, faz prever para Angola uma redução das reservas internacionais líquidas”, que terá como consequências a subida da taxa de câmbio e um elevado risco de aumento da taxa de inflação, “culminando com um incontornável aumento do nível de endividamento público”, revelou uma análise divulgada hoje no ‘site’ da CMC.

A CMC, que discutiu recentemente o impacto económico do novo coronavírus, sublinhou que “o facto de regiões inteiras estarem de quarentena por causa do Covid-19 está a abalar fortemente a economia chinesa” e afeta fornecedores dentro e fora da China, país que é o epicentro da epidemia que atinge atualmente cerca de uma centena de países.

O organismo angolano responsável pela supervisão dos mercados estima que o atual cenário provoque não só uma redução na produção, mas também no consumo mundial de bens e serviços diversos.

“A generalização do pânico devido ao medo de contágio, está também a afetar fortemente o turismo mundial e a arrefecer a economia como um todo, com impactos negativos no preço do petróleo”, acrescentou.

A China é o maior exportador mundial de bens e serviços (2,18 biliões de euros), tem o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) mundial e é o segundo maior consumidor de combustível, com 13% a 15% da quota mundial, equivalentes a cerca de 14 milhões de barris por dia.

É também o principal parceiro comercial de Angola, com as vendas da China a Angola a representarem 13,3% das importações totais, enquanto as vendas de petróleo angolano ao gigante asiático valem quase 70% do total.

O primeiro caso do Covid-19 foi relatado em 31 de dezembro de 2019, na China, sendo Wuhan o grande epicentro desta pandemia. “A cidade com 10 milhões de habitantes é um importante centro económico, comercial, financeiro, tecnológico e educacional que conta com a presença de mais de 500 empresas estrangeiras entre as quais 54 japonesas, 44 americanas e 40 europeias”, destacou a CMC.

Desde que a epidemia de Covid-19 começou, foram registados 110.564 casos de infeção em cerca de 100 países e territórios e já morreram mais de 3.800 pessoas.

Nos últimos dias, a Itália tornou-se o caso mais grave de epidemia fora da China, com 366 mortos e mais de 7.300 contaminados pelo novo coronavírus.

Portugal regista 30 casos confirmados de infeção, segundo o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde, divulgado no domingo.

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