Angola deverá registar um crescimento económico moderado de 2,9% este ano, mesmo que “impulsionado pelo aumento dos preços do petróleo”, e 3,3% em 2027, segundo as perspetivas para África hoje divulgadas pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).
Os números da Sonangol para 2025, tornados públicos pelo semanário Expansão, confirmam o que o académico e jurista Rui Verde alertava há mais de uma década: a principal empresa angolana, símbolo do Estado e motor histórico da economia do país, já não vive (só) do petróleo.
O Executivo angolano anunciou novas medidas destinadas a reforçar a produção interna e reduzir a dependência das importações alimentares, passando a obrigar os importadores de carne suína, frango, arroz e açúcar refinado a adquirirem no mercado nacional o equivalente a 20% das suas necessidades de importação.