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Terça, 04 Fevereiro 2014 21:40

Petrolífera Sonangol utiliza mil milhões de dólares emprestados

Um sindicato bancário, liderado pelo Standard Chartered Bank, emprestou mil milhões de dólares à petrolífera angolana Sonangol para "fins corporativos gerais", anunciou a Trade Finance Magazine na sua página na Internet.

A publicação acrescenta que o empréstimo, a ser pago em dois anos e com uma margem de 250 pontos base acima da taxa Libor, de 0,09643%, foi autorizado em novembro de 2013.

O sindicato bancário integra ainda as instituições Crédit Agricole, Deutsche Bank, ING Bank, Natixis, Standard Bank, Sumitomo Mitsui Banking Corporation e Society Générale CIB.

Este empréstimo da Sonangol sucede a um outro, de cinco anos e com uma margem de 350 pontos acima da taxa Libor, no valor de 2,5 mil milhões de dólares, igualmente para fins corporativos gerais, feito em setembro de 2013.

O sindicato bancário que fez o empréstimo de setembro também foi liderado pelo Standard Chartered Bank, integrou ainda o BNP Paribas, o Bank of Tokio-Mitsubishi UFJ, o Natixis e o Deutsche Bank.

A Sonangol está a preparar um "roadshow" do leilão de 10 blocos no "onshore" de Angola, a realizar no próximo dia 10 em Houston.

A petrolífera angolana já realizou um primeiro "roadshow" em Luanda, no passado dia 27 de janeiro, em que foram apresentados sete blocos na bacia do rio Kwanza e outros três na do rio Congo, que apresentam um potencial de pelo menos 7 ml milhões de barris, segundo disse então Severino Cardoso, diretor de Exploração da Sonangol.

O "roadshow", que chegou a ser marcado para segunda-feira passada em Londres, foi adiado para o próximo dia 21 e a justificação do adiamento foram "motivos imprevistos".

Angola é atualmente o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana, atrás da Nigéria, com cerca de 1,7 milhões de barris/dia e o objetivo é atingir a cifra de 2 milhões em 2017, depois de anteriormente ter sido equacionado o ano de 2015.

O crude representa 97% das exportações e 80% da receita fiscal, mas a indústria petrolífera emprega apenas 1% da população, que já soma mais de 21 milhões, segundo o Banco Mundial, dos quais a maioria vive com menos de 2 dólares por dia, de acordo com os dados das Nações Unidas.

Notícias ao Minuto

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