Organizações Não-Governamentais (ONG) angolanas acusam as forças de segurança de ações ilegais e denunciam uma intensificação da repressão, que terá atingido o auge na greve dos taxistas em julho de 2025, provocando 22 mortos, incluindo très menores.
A polícia angolana voltou hoje a impedir em Luanda uma marcha contra abusos a mulheres e crianças, disseram hoje ativistas, que pediram a libertação de organizadores e outros participantes, detidos no Largo do Mercado de São Paulo.
A organização da marcha contra abuso sexual de meninas e mulheres marcada para sábado, em Luanda, disse hoje que vai manter o local da concentração, mas pondera negociar o local onde termina, negando querer afrontar as autoridades.
O Governo Provincial de Luanda (GPL) autorizou a realização uma marcha contra o abuso sexual de mulheres e crianças, marcada para sábado, mas propôs alterar o percurso, mudança rejeitada pelos organizadores por falta de fundamentação.
Depois do primeiro protesto ter sido impedido pelas forças de segurança, ativistas angolanos remarcaram marcha contra violência sexual para o próximo sábado (10.01). À DW, garantem que "vão continuar" a manifestar-se.