Petróleo rendeu a Angola 256 mil milhões de euros desde fim da guerra, mas isso não equivaleu a diversificação da economia angolana, aponta Alves da Rocha, em Luanda.
"Do Presidente da República ao último agente da opressão - todos eles precisam de perdão", defendem activistas, em carta aberta aos angolanos
Ativistas são acusados de pretenderem criar um Governo de Salvação Nacional no despacho de acusação do Tribunal Provincial de Luanda, avança o Expresso.
Os activistas detidos na cadeia de São Paulo pedem em carta tornada pública para a população angolana perdoar o Presidente José Eduardo dos Santos pela situação carcerária em que se encontram.
Rafael Marques, em artigo de opinião para o Expresso, fala de tortura, repressão e das greves de fome de protesto, incluindo a de Luaty Beirão. O jornalista e ativista crítico do regime de Luanda diz que “José Eduardo dos Santos passará a figurar nos livros de História como o ditador que acusou 17 ‘miúdos’ de tentativa de golpe de Estado contra a sua pessoa por meio da queima de pneus”
O segundo comandante-geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida, alertou hoje (quarta-feira), em Luanda, que toda tentativa de sublevação, desordem pública, ameaças e outras práticas não permitidas terão a pronta intervenção da corporação.
Os organizadores destas iniciativas querem convencer a Presidência de Angola e "todos os elementos do Governo" de que "não se devem amedrontar com as críticas dos membros da sociedade".
As plantações de café ainda perduram e se Angola retomasse hoje os níveis de produção de 1974 podiam render 450 milhões de euros em exportações anuais.
A revista britânica alertou os investidores ainda antes de o activista Luaty Beirão ter terminado a greve de fome que a dureza pode ter um efeito contrário aos interesses do Executivo.
O continuado ambiente de preços do petróleo baixos é o principal fator. Governo angolano é mais otimista e prevê uma taxa de crescimento de 4,4% estes ano.