A organização não-governamental (ONG) angolana OMUNGA condenou hoje a atuação da polícia na manifestação de sábado passaado, alertando o executivo para o “recrudescimento da cultura de violência", que "o Presidente da República prometeu combater e inverter”.
O ex-líder da UNITA, maior partido da oposição em Angola, Isaías Samakuva, pediu hoje ao Presidente angolano, João Lourenço, que dialogue com a direção do seu partido, com o objetivo de ultrapassar várias situações, nomeadamente a realização das eleições autárquicas.
A economia de Angola registou um crescimento negativo de 8,8% no segundo trimestre deste ano face ao período homólogo, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística, atribuindo esta "desaceleração acentuada" à pandemia de covid-19.
A partir de agora como operadoras de blocos petrolíferos em Angola estão impedidas de contratar serviços básicos como segurança, catering, transportes a empresas estrangeiras ", obrigadas a selecionar empresas angolanas previamente certificadas pela ANPG e pelo ministério da tutela.
Os manifestantes e jornalistas detidos no último sábado, 24, foram alegadamente submetidos a interrogatórios, testes de covid-19, tiraram-lhes fotografias, foram também cadastrados e feita recolha de impressões digitais, pelos órgãos de segurança do Estado, segundo uma denúncia pública que Angola24Horas teve acesso.
O ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, o ex-líder do BESA, Álvaro Sobrinho, o ex-administrador do BES, Amílcar Morais Pires, e o ex-administrador do BESA, Hélder Bataglia, são suspeitos de desviar milhões de euros do BES Angola.
Num comunicado do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, deste domingo, 25, o partido exige liberdade incondicional de manifestações e jornalistas detidos e acusa a governadora de Luanda, Joana Lina, de ter ordenado a repressão, numa altura em que permitiu o seu partido MPLA realizar actividade em Viana sem observar o Decreto Presidencial.
O presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, acusou hoje o governo angolano de estar "cobardemente" a usar a covid-19 para "esconder as suas debilidades e assumindo crescentemente "uma dimensão repressiva e violenta"
A manifestação de sábado em Luanda resultou na detenção de 103 pessoas, entre as quais dirigentes do partido político UNITA, anunciou hoje o secretário de Estado do Ministério do Interior, Salvador Rodrigues, que negou qualquer morte no evento.
O Presidente de Angola, João Lourenço, mantém-se em silêncio perante a situação de três jornalistas detidos, no sábado, durante uma manifestação. Os jornalistas estão a acompanhar um protesto organizado pela sociedade civil para exigir melhores condições de vida.