O deputado da UNITA, Nelito Ekukui, que foi agredido no sábado durante uma manifestação em Luanda, admitiu hoje avançar com uma queixa contra a Polícia Nacional que acusa de ter usado violência excessiva contra os manifestantes.
O Sindicato de Jornalistas Angolanos (SJA) condenou hoje o comportamento da Polícia Nacional, pela detenção de jornalistas, durante a manifestação de sábado, e exigiu uma justificação para tal reiterado comportamento para com os profissionais da comunicação social.
A construtora espanhola Sacyr anunciou que vendeu ao grupo angolano Griner as três filiais que operam em Angola, Moçambique e Cabo Verde, por 33 milhões de euros, excluindo a dívida.
A consultora Fitch Solutions considerou hoje que o Governo de Angola vai continuar a agenda reformista nos próximos trimestres, mas alerta que as acusações de corrupção colocam riscos elevados para a estabilidade social.
A chegada de brigadas caninas e polícia de intervenção rápida para controlar as dezenas de jovens que se concentram desde manhã junto ao tribunal provincial de Luanda gerou revolta e exaltou os ânimos, registando-se arremesso de objetos.
O Presidente da República, João Lourenço, nomeou esta segunda-feira Adjany Costa para sua consultora e entregou uma pasta da Cultura, Turismo e Ambiente a Jomo Fortunato.
Juristas angolanos concordaram hoje que o decreto do estado de calamidade pública não se sobrepõe à Constituição, pelo que não pode restringir direitos e garantias fundamentais dos cidadãos, como as manifestações.
Os seis profissionais, detidos no sábado quando cobriam uma manifestação em Luanda, não vão ser presentes a julgamento sumário como a outra centena de pessoas levadas pela polícia. Ex-líder da UNITA reuniu-se com o Presidente João Lourenço para ouvir explicações.
O julgamento sumário de mais de 100 activistas cívicos e jornalistas, ainda não aconteceu porque o Tribunal e os advogados de defesa supostamente não sabem por quais crimes os mesmos são acusados.
Um advogado que representa os manifestantes que saíram às ruas de Luanda no sábado, hoje presentes a julgamento, afirmou que mais de cem pessoas estão detidas sem acusação e que alguns apresentavam sinais de agressões, num "cenário que demonstra tortura".