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Quarta, 26 Março 2025 22:18

Nelito Ekuikui defende roturas antes do processo eleitoral e diz que o povo não pode ir às eleições

O Deputado da UNITA e secretário geral da JURA, Nelito Ekuikui é de opinião que há roturas que devem ser feitas antes mesmo que aconteça o processo eleitoral. "Ninguém concorre. O povo não pode ir às eleições".

Em suas declarações, numa entrevista recente, Ekuikui diz ser desnecessário ir às eleições, quando se sabe que já tem um vencedor antecipado.

"Então vamos lá, o MPLA está reunido no Futungo, vai escolher o candidato e já é presidente. Até já podem felicitá-lo. Mas que brincadeira é essa? Andamos assim, estamos a caminho de 50 anos, MPLA vai fazer 50 anos de poder. Por quê?", questionou.

Quando questionado sobre, por que é que partidos como a UNITA aceitam concorrer às eleições?

Preferiu falar como um cidadão que esteja a expressar uma dor que um cidadão sente, um cidadão angolano que olha para um processo completamente viciado.

"Se o processo está viciado, é preciso que as pessoas parem. Encontrem seriedade no processo, para do processo resultarem autoridades legítimas, capazes de ter autoridade e governar para todos", defendeu, acrescentando que, quando se tem um processo que a partir daí já tem vencedor, este processo não tem validade nenhuma.

"Eu estou a concorrer e sei que o meu destino é só o parlamento. Não, o meu destino não pode ser só o parlamento.

Se o povo acha que eu devo ser administrador do Kilamba-Kiaxi e o povo dá-me este mandato, eu tenho que governar e ponto".

Nelito Ekuikui observou que não é possível alguém que sai do comitê central do MPLA, vai para o tribunal constitucional, fica juiz conselheira e, declarar a derrota ao MPLA. "Mas alguém acredita nisso; Esta senhora serve para gerir, para dirigir conflitos eleitorais?", questionou ainda.

À consistente pergunta, por que é que os partidos políticos se conformam a isso e aceitam ir às eleições? Ekuikui disse que isso ultrapassa os partidos políticos, pois, o poder emana do povo.

Assim, defendeu que o povo não pode aceitar. "Isto é sobre o povo. Isto não é mais sobre os partidos. Mas o povo tem que dizer, nós não vamos às eleições, porque destas eleições não vão resolver o problema".

"Não é discurso da fraude.

A fraude existe, é um facto. As instituições não são sérias, é um facto. Porque são dirigidas por pessoas sem credibilidade, sem autoridade.

É um facto também, não estou a dizer aqui coisa de outro mundo. Agora, vamos continuar a andar assim. Tens um presidente da Comissão Nacional Eleitoral, indiciado a várias questões, todas são públicas.

Mas que autoridade esse senhor tem, de continuar a dirigir a Comissão Nacional Eleitoral? Eu estou a perguntar. Que autoridade?", expressou.

"Você tem hoje um ministro do interior, que é activista político, que vai para uma atividade de propaganda. Depois amanhã não vai mandar bater ou matar os militantes da UNITA? Mas é sobre isso", rematou.

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