O pré-candidato à liderança do MPLA, Higino Carneiro, admitiu hoje pedir a impugnação das eleições no partido, no poder em Angola, se não forem respeitados os estatutos internos na corrida à liderança.
Higino Carneiro reafirmou esta terça-feira, em Luanda, que não pretende desistir da corrida à presidência do MPLA e defendeu que o impasse em torno da sua candidatura deve ser resolvido dentro das estruturas do partido.
A eventual consolidação de João Lourenço como candidato isolado à liderança do MPLA poderá acentuar as divisões internas no partido e alterar o quadro político da formação no período que antecede as eleições gerais de 2027. Analistas ouvidos pelo Novo Jornal admitem que uma disputa interna sem espaço efectivo para candidaturas alternativas poderá provocar o afastamento de sectores descontentes e levar parte dos militantes a expressar o seu desagrado nas urnas.
O pré-candidato à presidência do MPLA, Francisco Higino Lopes Carneiro, foi notificado da decisão do Tribunal Constitucional que julgou improcedente a providência cautelar apresentada a 24 de Julho, na qual era requerida a apreciação e suspensão da decisão da Subcomissão de Candidaturas que determinou a nulidade da sua candidatura ao cargo de presidente do partido.
O Tribunal Constitucional de Angola negou a providência cautelar apresentada por Higino Carneiro para suspender a rejeição da sua candidatura à liderança do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), segundo o acórdão conhecido hoje.