A poucos meses de Angola ir a eleições, o Presidente João Lourenço encontra-se na reta final do segundo e último mandato permitido pela Constituição. Quando, esta quinta-feira, subiu ao púlpito da Assembleia Nacional para o discurso do Estado da Nação, fê-lo pela última vez.
A vice-presidente do MPLA, partido no poder em Angola, Mara Quiosa, disse que foi feita hoje "uma fotografia real sobre o estado da nação" pelo Presidente da República, na mensagem ao país, na Assembleia Nacional.
O antigo secretário-geral da UNITA considera raro ouvir um dirigente do MPLA falar com tanta frontalidade sobre os problemas do país, mas põe em causa a credibilidade de uma estratégia eleitoral assente em resultados de última hora.
O primeiro-secretário do MPLA no Namibe, Archer Mangueira, questionou a viabilidade financeira da proposta da UNITA para a criação do Fundo Soberano Jovem, que prevê a utilização de receitas provenientes do petróleo, do gás e de minerais estratégicos para financiar iniciativas destinadas à juventude.
Dirigente defende reorganização interna, combate à corrupção e maior proximidade com os cidadãos, alertando que o passado histórico do partido não garante a vitória nas próximas eleições gerais.