O líder da UNITA, maior partido da oposição em Angola, considerou hoje "crispado" o ambiente político no país, salientando que, se decidir convocar manifestações, tal “será exclusiva responsabilidade de quem virou as costas ao diálogo”.
A Ordem dos Advogados de Angola (OAA) vai avançar com uma participação criminal e uma ação de responsabilidade civil contra o Estado para “reparação dos danos” causados pelos juízes que suspenderam um debate sobre o pacote legislativo eleitoral.
Dezenas de organizações e individualidades angolanas lançaram um manifesto sobre a lei eleitoral, que dizem conter "deficiências estruturais", no qual pedem que as suas propostas façam parte do debate parlamentar.
O presidente da UNITA (oposição) disse que a suspensão do debate sobre o pacote legislativo eleitoral angolano indica que Angola "está a se aproximar de uma ditadura" e convidou os cidadãos a gritar bem alto pela paz.
Os antigos bastonários da Ordem de Advogados de Angola (OAA) consideraram que qualquer ato para impedir o diálogo nacional sobre o pacote legislativo eleitoral promovido por esta instituição é inconstitucional e ilegal.