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Segunda, 10 Julho 2023 12:47

Preços dos bilhetes de passagens aéreas triplicaram

Em apenas dois meses os preços disparam e a culpa é da depreciação do kwanza que já afundou cerca de 38% face ao dólar desde 11 de Maio. Por exemplo, os voos de Luanda para Lisboa passaram de 345.572 Kz em Abril para 908.247 Kz esta semana.

Com a desvalorização da moeda nacional que começou no dia 11 de Maio, os preços dos produtos e serviços inflacionaram e os preços dos bilhetes de viagens internacionais tendem a acompanhar as variações do mercado.

Se o kwanza depreciou 38% face ao dólar-americano, o preço de um bilhete de viagem, Luanda-Lisboa, triplicou num período de dois meses.

Um bilhete de viagem económica, de 22 de Abril a 22 de Maio custava 345.572 Kz na TAAG. Até quarta-feira, fecho desta edição, um bilhete de viagem com o mesmo destino, no período de 24 de Julho a 24 de Agosto, com partida prevista para as 12 horas e regresso às 9 horas, o valor estava em 908.247 Kz, um aumento de 163%. Já para o horário das 23 horas ida e volta, o bilhete ficava ao preço de 1.223.022 Kz.

Este aumento do preço é consequência não só da desvalorização da moeda nacional, mas também pelo facto de ser época de Verão em Portugal e na Europa, que por regra encarece os bilhetes todos os anos, tendo em conta que Portugal é um dos destinos preferenciais e a porta de entrada da Europa para diversos passageiros, entre turistas, famílias e tecido empresarial oriundo de Angola, bem como outros países africanos e América do Sul, o que levou a TAAG a aumentar o número de frequências diárias, com saída às 12H40 (saída diurna) e 23H45 (saída nocturna), perfazendo um total de 14 voos por semana de Luanda para Lisboa.

Na mesma rota e no mesmo período pela companhia aérea portuguesa, TAP, o bilhete de uma viagem económica custava 940.163 Kz.

Os preços do bilhete para o Brasil também dispararam. No mês de Abril um bilhete para cidade de São Paulo (maior cidade do Brasil) custava cerca de 600 mil Kz, hoje os preços variam de 1.440.549 a 1.699.084 Kz. Assim, quem sai no dia 23 de julho paga pelo bilhete 1.440.549, mas quem saí no dia 25 o bilhete já fica no preço de 1.699.084 Kz.

De realçar que para São Paulo a TAAG voa cinco vezes por semana, ficando de fora as segundas e quartas-feiras. Todavia, a companhia prevê aumentar o número de frequência para seis voos semanais na conexão entre Angola e o Brasil, a partir de Agosto. A nova frequência será adicionada à quarta-feira, sendo a operação realizada por uma aeronave Boeing 777, com saída nocturna do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro em Luanda.

Outro destino muito frequentado por angolanos é a cidade de Cape Town, na África do Sul, onde os preços dos bilhetes de viagens também sofreram alterações, sendo que nesta quarta-feira uma viagem de Luanda a Cape Town custava no valor de 970.963 Kz, enquanto em Abril o bilhete estava a ser comercializado a 230 mil Kz.

Ainda no continente africano, para Maputo, em Abril o bilhete estava no valor de 352.624 Kz. De acordo com a pesquisa feita no site da TAAG, com partida no dia 23 de Julho e regresso no dia 24 de Agosto, o bilhete custa 692.263 Kz, um acréscimo de 96% comparado com o viagem de Abril. Porém, se o passageiro decidir partir no dia 25 de Julho a viagem fica no valor de 1.012.075 Kz. Sendo que, para Moçambique a companhia de bandeira nacional tem quatro voos semanais, terça, quinta-feira, sábado e domingo.

De referir que, estes preços são de bilhetes na categoria económica. Com a TAAG, os passageiros têm direito a uma bagagem de mão, um item pessoal e duas peças de porão. Já com a TAP, o bilhete confere o direito ao cliente a uma bagagem de mão, um item pessoal e uma bagagem de porão.

Conforme apurou o Expansão, as agências de viagens têm vendido menos bilhetes de viagens, devido à subida dos preços, influenciado pela desvalorização da moeda nacional. Os mais afectados são os que viajavam de férias, soube o Expansão juntos dos funcionários das agências. E, para o Brasil, as vendas têm sido menos ainda, uma vez que, a embaixada daquele país da América do Sul não está a conceder vistos, nem permite novo agendamento. Expansão

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