Quarta, 05 de Outubro de 2022
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Domingo, 29 Mai 2022 00:31

Médico Jeremias Agostinho faz revelações "arrepiantes" após morte de enfermeira na Lunda Sul

O especialista em Saúde pública, Jeremias Agostinho, disse este sábado, 28 de Maio, que o tribalismo e regionalismo em Angola são factos de que não se deve negar a sua existência, tendo revelado que na região leste há casos extremamente estranhos.

De acordo com Jeremias Agostinho, em dados que Angola24horas teve acesso, o áudio que circula nas redes sociais, sobre a morte de uma enfermeira na província da Lunda Sul, é semelhante a um outro, que lhe fora enviado em 2019, por médicas colocadas também na Lunda Sul, quais viveram as mesmas peripécias.

O médico refere que, como resultado dos concursos públicos realizados no sector da saúde, muitas famílias ficaram destruídas, quando não era ou é esse o objectivo de quem os realiza mas, embora tem sido esse o resultado.

"A distância, tem separado casais e famílias. As vezes essa distância tem sido mortífera", lamentou.

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Também, observa que a ânsia por um emprego e a possibilidade de uma vida melhor, médicos e enfermeiros, foram colocados em províncias longínquas das que residiam, por exemplo, da Huíla para o Uíge, do Kuando Kubango para Cabinda, e tanto mais.

"Não são poucos os relatos de tribalismo nas províncias onde são colocados. Muitas médicas colocadas na Lunda Sul e Norte, referem viverem uma sensação de serem violentadas sexualmente de noite, durante o sono. Dizem acordar com secreções masculinas nas suas zonas íntimas. São acusados de usurparem os cargos ou emprego dos nativos", contou Agostinho.

Querendo ou não, ressalta, o tribalismo e regionalismo existem. Angola é de todos mas, determinadas localidades, servem mesmo só para passeio.

"Se calhar é fácil dizer quando se tem emprego mas, determinadas províncias não acolhem todos de braços abertos. Nestas, é preciso pensar três vezes antes de lá ir trabalhar", reforçou.

Segundo recorda o médico, nos anos 90, ainda miúdo (Jeremias), ouvia muitas histórias de tribalismo/regionalismo, numa altura em que, nas províncias da Huíla e Cunene, existiam cargos que não podiam ser ocupados por nativos de outras províncias, pois, quem assim ousa-se, regressaria à sua terra natal num caixão.

Afirma Jeremias Agostinho que, o mesmo, acontecia também, nas províncias do leste e em Cabinda, o que o lembra um seu amigo de infância que foi nomeado director geral de uma clínica privada, em substituição a um médico do Leste, exonerado por desviava fundos.

"Sempre que entrasse para o seu escritorio, adormecia. Quando despertasse, era horário de saída. A mãe dele pediu que troca-se toda a mobília da sala e chamar o pastor para abençoar o local. Em 2 meses, teve 2 acidentes que quase o matavam. Estava sempre cansado. Quando pediu demissão, a sensação de mal estar sumiu. Estranho, não?", finalizou.

Salientar que, uma jovem enfermeira, admitida recentemente aos quadros do ministério da Saúde, perdeu a vida na província da Lunda Sul, no município de Saurimo, de uma forma misteriosa, segundo relatos.

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