Quinta, 01 de Dezembro de 2022
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Sexta, 18 Março 2022 19:45

Futuro dos pastores e bispos da IURD em julgamento decidido no dia 31 de Março

Os advogados de defesa do “caso IURD” da “ala” brasileira apresentaram em tribunal uma “declaração” assinada pelo líder fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, onde atesta que, o bispo Alberto Segunda “é o responsável máximo” da IURD em Angola.

Na sessão desta sexta-feira, 18, que serviu para a leitura dos quesitos antes do acórdão, o líder espiritual, Alberto Segunda, disse que nos últimos 15 anos, sempre acompanhou de perto os trabalhos dos bispos João Leite, Augusto Dias, Arnaldo, Honorilton Gonçalves e Carlos Alberto.

Questionado se a Igreja Universal do Reino DE Deus sempre foi dividida em blocos, respondeu que sim. “A igreja sempre foi dividida em três blocos: Bloco português, bloco Francês e bloco inglês”, explicando que “o bloco português era constituído por Angola, Moçambique e São - Tomé e Príncipe”.

Perguntado se quando voltou a Angola quem era o líder espiritual em 2018, respondeu que, na época foi o bispo Carlos Alberto, esclarecendo igualmente que “antes de Carlos Alberto, o líder do bloco português foi o bispo João Leite, tendo desempenhado este papel até a chegada do bispo Honorilton Gonçalves em Angola”.

A defesa questionou se em que ano decorreu a reunião dos líderes dos PALOPs em Angola, Aberto Segunda respondeu que “foi em 2019 e que no momento o bispo Carlos Alberto, líder dos PALOPs, orientava todas as reuniões e por sua vez reportava ao líder mundial da igreja no Brasil, Edir Macedo”, referiu.

Perguntado pela defesa se já tinha recebido do bispo Honorilton Gonçalves a partir de Moçambique, respondeu que não. “Nunca tinha recebido orientações e nem participado em reuniões com o mesmo responsável na época”.

Os advogados de defesa procuraram saber sobre quem tem a legitimidade de eleger o presbítero geral da igreja em Angola. Em resposta, Alberto Segunda afirmou que, “é o líder mundial da IURD, Edir Macedo que tem a legitimidade”.

Na audiência, a defesa pediu ao seu declarante que fizesse a leitura de uma declaração proveniente do Brasil que legitima Alberto Segunda a presbítero geral da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola.

No documento apresentado em tribunal lê-se que “Alberto Segunda é actual responsável do bloco dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP)”.

Perguntado pelo juiz auxiliar se como líder espiritual enviaria dinheiro no exterior do país sem que alguém tomasse conhecimento, respondeu que não, argumentando que “os nossos estatutos não permitem que tal procedimento aconteça, pois, constitui uma grande violação aos estatutos”, finalizou.

O advogado dos “dissidentes”, David Mendes e o bispo brasileiro, Honorilton Gonçalves são os principais ausentes da sessão desta sexta-feira, 18.

A sentença do caso IURD em Angola está marcada para o próximo dia 31 de Março de ano em curso, na 4ª Secção dos Crimes do Tribunal Provincial de Luanda.

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