Segunda, 06 de Dezembro de 2021
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Quinta, 21 Outubro 2021 19:49

Decisores dos órgãos públicos apelados a entender a mensagem clara por detrás de ataques contra jornalistas

Alguns jornalistas afectos à imprensa pública angolana, forem impedidos de ter acesso às instalações do Complexo Sovismo, em Luanda, por alguns militantes da UNITA e também activistas cívicos, nesta quarta-feira, 20 de Outubro.

Para acalmar os ânimos exaltados destes cidadãos e possível entrada dos profissionais ao local, foi preciso a presença, com urgência, de Teixeira Cândido, Secretário geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, bem como a intervenção da Polícia Nacional.

Em declarações ao debate na MFM, Afonso Pina afirmou, desde já que condena com veemência qualquer iniciativa de violência.

Apelou, no entanto que, se calhar é de os decisores destes órgãos de comunicação social públicos, tomarem boa nota de que, aqueles cidadãos angolanos estão a tentar deixar uma mensagem muito clara.

"E a mensagem que deixam é a seguinte:

Que é horas dos decisores destes órgãos de comunicação reverem profundamente a sua forma de fazer o jornalismo, seguindo os mais elementares princípios jornalísticos, da isenção, da imparcialidade e do contraditório", disse Afonso Pina.

Para este analista, independentemente do ruído ou alarido que se queira criar com este sentido de violação, é sobretudo tomar boa nota que aqueles cidadãos querem passar uma mensagem clara de que, estes órgãos que são públicos devem prestar um bom serviço público e, isto implica que devem rever efectivamente a sua forma de fazer o jornalismo.

Vale recordar que, em declarações à imprensa, após ter conseguido serenar os ânimos dos activistas cívicos, bem como os militantes do partido em causa, Teixeira Cândido disse que fizeram-nos compreender exactamente que nenhum jornalista sai da sua casa para fazer um mal trabalho.

"Se há alguma reclamação em relação ao nosso posicionamento, enquanto jornalistas, fundamentalmente os que trabalham nos órgãos de comunicação social públicos, temos que aceitar. É legítimo", disse Teixeira Cândido.

Mas, ressaltou, gostaríamos de transmitir e, foi isso que transmitimos que as linhas editoriais e fundamentalmente o funcionamento dos órgãos de comunicação social não são da responsabilidade dos jornalistas.

Para Teixeira Cândido, se esta questão dependesse inteiramente dos jornalistas, o país teria, obviamente um jornalismo mais equilibrado, mais plural e que respondesse as expectativas de todos cidadãos.

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