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Sábado, 31 Julho 2021 15:33

Activos entregues ao Estado pelos generais "Kopelipa" e "Dino" em 2020 na lista das privatizações

A Damer Gráficas e as várias empresas do China International Fund, entregues ao Estado pelos generais Manuel Hélder Vieira Dias Júnior 'Kopelipa' e Leopoldino Fragoso do Nascimento 'Dino' em Outubro de 2020, entraram esta semana na lista dos activos a privatizar até 2022.

A determinação vem expressa no decreto presidencial 182/21 que aprova o aditamento das várias empresas ao Programa de Privatizações para o Período de 2019-2022.

A Damer Gráficas, a CIF Cement, a CIF SGS Automóveis, a CIF Lowenda Cervejas, e a CIF Logística foram entregues pelos generais Kopelipa e Dino no dia 14 de Outubro (ler aqui), depois de terem sido constituídos arguidos por haver fortes indícios de terem beneficiado dos negócios que o Estado teve com a empresa China International Fund (ler aqui).

No dia 2 de Outubro de 2020, o Novo Jornal consultou as escrituras do China International Fund CIF, concluindo que a primeira, de constituição da empresa, datava de 2008 e tinha como representantes legais Maria de Lourdes Roque Caposso Fernandes, em representação de uma offshore, Plansmart International Limited, com sede nas Ilhas Virgens britânicas, e Paula Andresa Custódio e Silva Inglês, em representação da sociedade Utter Right International Limited, também com sede nas Ilhas Virgens britânica. As sociedades tinham ambas como morada a caixa postal nº 957, no centro offshore incorporations.

Em 2018, nova escritura dá conta da entrada de um novo sócio: a empresa IF - Investimentos Financeiros SGPS, SA, com sede em Luanda, no Bairro Nova Vida. O acto foi representado por Samora Borges Sebastião Albino, nome que surge ligado ao escândalo "Paradise Papers". Sobre os sócios da empresa IF - Investimentos Financeiros não há qualquer informação na escritura lavrada em 2011.

Os dois homens fortes do regime do ex-Presidente José Eduardo dos Santos foram constituídos arguidos em finais de Setembro por haver fortes indícios de terem beneficiado dos negócios que o Estado teve com a empresa China International Fund (CIF). Entretanto, uma fonte da PGR garantiu que os oficias generais gozam de imunidade e não podem ser presos preventivamente antes do despacho de pronúncia.

De lembrar que a 7 de Julho deste ano, o Governo abriu um concurso público para a cedência da gestão de nove lojas da rede de supermercados e hipermercados Kero (ler aqui), também entregues pelos mesmos generais.

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