Segunda, 20 de Setembro de 2021
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Terça, 13 Julho 2021 20:15

Caso ACJ: Activistas preparam-se para 11 dias de protestos sem deixar as ruas contra TC

Boa parte de activistas cívicos, em Angola e no exterior do país manifestam total apoio ao presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, devido ao processo a decorrer no Tribunal Constitucional sobre o Congresso que elegeu ACJ como líder do maior partido da oposição angolana.

Manifestações sem deixar às ruas.

Entre muitos apelos, estes avançam que estão todos preparados para reagirem contra os planos do Tribunal Constitucional que, alegadamente pretende tirar ACJ da corrida eleitoral, por orientações do MPLA.

"Estamos em prontidão na defesa das instituições e da competição política sem interferências do MPLA no jogo (democrático)", conforme se lê no documento enviado para Angola24Horas.

Para o activista cívico, Dito Dalí, João Lourenço, tem usado David Mendes e outras bocas de aluguer que comentam na TV Zimbo e TPA, levantando assuntos relacionados com o congresso que elegeu ACJ, actual presidente da UNITA, sobretudo do suposto processo que se encontra no Tribunal Constitucional movido por agentes do SINSE ao serviço do MPLA e de forma a avaliar quais serão as reações do público e como irão se posicionar caso o Tribunal Constitucional venha invalidar o congresso que elegeu democraticamente o presidente da UNITA.

"Para facilitar o trabalho do João Lourenço que quer saber o que pode acontecer se afastarem o ACJ da competição eleitoral, deixamos o seguinte recado, e como ponto único:

Não iremos deixar às ruas de todas as cidades capitais do país, incluindo a diáspora. E se o MPLA tiver um pouco de sorte o regime pode ser deposto na rua em menos de 11 dias de manifestações permanentes, à semelhança do que aconteceu no Egito com o regime do Mubarak!", lê-se ainda.

MPLA, avançam, devia saber que o encontro entre ACJ e a sociedade Civil, realizado na SOVSMO, em Viana, não foi um mero encontro, pois os jovens que participaram do evento foram lá manifestar total apoio ao líder da UNITA e mostrar que não está sozinho, que estão prontos a irem até às últimas consequências em defesa deste, tido como uma das esperanças do povo angolano.

Por outra, apelam que MPLA não pode achar que vai continuar a manipular todos e tudo, que pode fazer o que lhe convém em nome do interesse de grupo.

"Desta vez o país poderá conhecer uma revolução nunca visto decorridos 19 anos de paz militar, caso o João Lourenço insista brincar de maluco ao instrumentalizar o TC para prejudicar o ACJ. Não iremos permitir que isso aconteça. Faremos recurso ao artigo 47° da CRA realizando manifestações permanentes em todo país contra os abusos do regime que não respeita às leis do país", conforme ainda a nota.

Se por um lado o MPLA tenta fazer chantagem emocional para ver se consegue obrigar ACJ a se render ao jogo do MPLA, asseguram, do outro lado o povo está atento e assume defender a integridade moral e física de ACJ e vai participar nas eleições de 2022 por vontade própria e do povo angolano.

A nossa geração não pode falhar

De acordo com o Secretariado Nacional do MEA, activista Laurindo Mande, o Tribunal Constitucional pretende obrigar a UNITA, a realizar um Congresso Extraordinário para eleger outro Presidente.

"Vamos nos preparar, porque a história da Manifestação do dia 24 de Outubro, 11 de Novembro, vai se repetir e nós a Juventude vamos parar a cidade de Luanda custe o que custar", considerou, observando que, num país que diz ser Democrático e de Direito, os Tribunais não devem estar ao serviço de quem está no poder.

"Tão logo que o processo encerrar, caso Adalberto Costa Júnior seja afastado, a Polícia Nacional e o seu MPLA não irá conseguir conter os nossos ânimos.

Serão 11 dias de não circulação!

11 dias de protestos fortes!", concluiu.

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