Terça, 22 de Setembro de 2020
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Domingo, 13 Setembro 2020 14:48

Militares da Marinha sem salários há 3 anos acusam Comandante de impedir transição à PNA

Cerca de seis mil militares, entre sargentos, cabos e praças, afectos à Marinha de Guerra, licenciados à reserva e sem salários há três anos, acusam o chefe de repartição do pessoal, Comandante Jaime, de interferir na transição deste para a polícia, por não liberar as listas contendo seus nomes.

Os militares da Marinha de Guerra Angolana, licenciados à reserva depois de terem cumprido o Serviço Militar obrigatório, com idades compreendidas entre 22 e 34 anos, residentes em Luanda, denunciaram para Angola24Horas que estão a ser injustiçados pelo Chefe da repartição de Pessoal e quadros da MGA, Comandante Jaime.

"Já estamos há mais de 3 anos em casa, sem os nossos salários e neste momento estamos a espera do enquadramento à Polícia Nacional mas ainda sem sucesso, tudo porque o Chefe da repartição da DPQ-MGA, Comandante Jaime, não quer enviar as listas contendo os nomes dos Sargentos para à DPQ do Comando Geral" lê-se na denúncia.

Os mesmos afirmaram também que já recorreram durante esses três anos em várias instâncias, sobretudo superiores, de onde não têm obtido resultados satisfatórios, pelo facto de, os seus chefes manterem guardado os processos de transição dos Sargentos para a PNA, nas suas Gavetas.

"Notamos que em Novembro, foi inserido um Grupo de Ex-militares do Exército, nas Escolas do Capolo e Kikuxi, saudamos tal iniciativa, visto que também só aconteceu depois daquela ampla manifestação por parte destes, agora como fica a situação dos militares licenciados à reservas afectos á Marinha De Guerra Angolana e Força Aérea(Praças e Sargentos), que também estão nestas condições caóticas?", questionam.

O Impasse, conforme denunciam, encontra-se por parte do Comando Geral da Polícia Nacional, principalmente na Direção Nacional dos Recursos Humanos(2-Andar do Comando-Geral), onde alegadamente a corrupção rola em todos os cantos.

"Esta burocracia da demora no enquadramento dos Ex-militares Licenciados, é um feito propositado, visto que com o enquadramento dos mesmos, os biolos destes corruptos, inseridos na Direção Nacional dos Recursos Humanos da Polícia Nacional, irão para água baixo, por intermédio disto", acrescentam.

A mesma denúncia, revelou ainda que estes altos funcionários preferem enquadrar civis, sem qualquer técnica nem experiência, desde que paguem uma quantia de 400 à 500 mil kzs, cada pessoa, afirmando ser um negócio que envolve altas patentes da polícia, a nível nacional, onde os ditos "Tubarões Branco da corrupção", encontram-se, enquadrados no Comando Geral da PolíciaNacional.

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