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Quarta, 22 Julho 2020 19:19

Covid-19: Comunidade chinesa em Angola "tranquila" depois de infeções na Cidade da China

A comunidade chinesa em Angola manifesta-se tranquila e confiante no tratamento que as autoridades angolanas estão a dar às primeiras infeções por covid-19 entre cidadãos do país asiático, disse hoje à Lusa a porta-voz da Cidade da China, onde todos vão ser testados.

Helena Xiang, porta-voz da Cidade da China em Luanda, um espaço comercial localizado no município de Viana, disse que a propagação comunitária da pandemia no país "está a tornar-se cada vez mais séria".

Segundo Helena Xiang, a Cidade da China é um grande centro comercial público, com fluxo alto de pessoas, onde apesar das medidas de prevenção tomadas pelos lojistas, foram registados os dois primeiros casos do novo coronavírus em dois cidadãos chineses residente em Angola

"São os primeiros casos na comunidade chinesa, e advertimos que a prevenção e combate contra o novo coronavírus não se podem negligenciar ou descuidar em qualquer momento", referiu.

A porta-voz do centro comercial, com mais de 300 lojas de empresas da China, Angola, Estados Unidos, Portugal, Índia, Turquia e Líbano, e mais de 4.000 trabalhadores angolanos, disse acreditar que "todos vão elevar a consciência no sentido de implementar bem as medidas de prevenção e combate" da covid-19.

"Neste momento a comunidade chinesa está tranquila", garantiu Helena Xiang, sublinhando que estão suspensas as operações de negócios no local, devido à cerca sanitária, salientando que o levantamento da mesma dependente dos resultados dos testes que vão ser efetuados pelas autoridades sanitárias.

De acordo com a responsável, a suspensão dos negócios "certamente vai impactar a comercialização e sobrevivência dos lojistas, mas também os empregos dos trabalhadores locais".

No entanto, a realização dos testes de covid-19 para todas as pessoas vai facilitar a identificação rápida das fontes suspeitas de propagação do novo coronavírus e envio rápido dos casos identificados para tratamento médico, reduzindo o risco de contágio comunitário.

"Por isso todas as pessoas na Cidade da China estão cooperantes na realização dos testes. Temos confiança que o departamento competente da saúde vai implementar os trabalhos relevantes do teste e conseguir os resultados mais cedo possível, e depois libertar a cerca sanitária", frisou.

Na sexta-feira passada, a Cidade da China deu início a um plano imediato de contingência, depois de ter o conhecimento dos dois casos suspeitos, mandando os dois para quarentena.

Outras 19 pessoas de contacto direto foram rastreadas e rapidamente identificadas, informou Helena Xiang, que está também a cumprir quarentena.

"Ao mesmo tempo foi enviada a notificação da pandemia, emitida para advertir os lojistas e terem os cuidados necessários, e na noite de segunda-feira recebemos a informação dos casos confirmados", salientou.

A cerca sanitária, que limita temporariamente a entrada e saída de pessoas, foi implementada na terça-feira pelas autoridades sanitárias de Angola, tendo a equipa nacional de saúde finalizado já o trabalho de investigação e rastreio em colaboração com os lojistas.

"No dia 23 de julho (esta quinta-feira) todas as pessoas na Cidade da China vão ser testadas", referiu a responsável.

Na Cidade da China trabalham e habitam aproximadamente 300 cidadãos chineses, bem como 3.000 angolanos com trabalho fixo e outros 1.000 de forma indireta.

Angola registou até terça-feira 779 casos positivos de covid-19, dos quais 30 resultaram em mortes.

O número de mortos em África devido à covid-19 subiu hoje para 15.600, mais 182 nas últimas 24 horas, em cerca de 746 mil infetados, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

A África Austral regista o maior número de casos (396.609) e 5.672 mortos, a grande maioria concentrada na África do Sul, país com mais infetados e mais mortos em todo o continente, com 381.798 casos e 5.368 vítimas mortais.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 610 mil mortos e infetou mais de 14,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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