A histórica militante do MPLA Ângela Bragança considerou hoje que, depois de morte de José Eduardo dos Santos, os angolanos devem "unir-se em torno do Presidente João Lourenço", defendendo "exéquias dignas" da figura do antigo Presidente.
O antigo primeiro secretário nacional da juventude do MPLA Boavida Neto disse que os últimos tempos de vida de José Eduardo dos Santos mostraram "uma situação muito constrangedora" e acrescentou que "convém não vasculhar nem rebuscar coisas que não interessam".
O conselheiro do Presidente angolano Fernando Pacheco lamentou hoje a forma como Luanda tratou o ex-Presidente José Eduardo dos Santos, com a comunicação social pública a ignorar o "difícil período" que viveu nos últimos tempos.
O ativista angolano Hitler Samussuku defendeu hoje que a governação de João Lourenço “praticamente esvaziou” o ódio que o movimento revolucionário angolano tinha por José Eduardo dos Santos e hoje os ativistas têm até compaixão pelo ex-presidente de Angola.
Minutos depois do anúncio oficial da morte do ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos, ocorrido esta sexta-feira, 08, em Barcelona, a agitação tomou conta das ruas da capital. No mercado do São Paulo o trânsito ficou congestionado por minutos e várias vendedeiras (zungueiras) gritavam e choravam "ai Zedú, ai nosso pai".
O antigo primeiro-ministro de Angola Marcolino Moco considerou que José Eduardo dos Santos foi "um grande estadista", que conseguiu manter a integridade territorial do país, no tempo da Guerra Fria, mas "falhou redondamente" na construção da democracia.
A Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA–CE), na oposição, manifestou hoje consternação pela morte de José Eduardo dos Santos, considerando que o maior feito do ex-presidente foi a “concretização da paz”.