Políticos angolanos que participaram hoje num culto ecuménico em Luanda acreditam que as eleições de 24 de agosto vão ser disputadas de forma pacífica, mas a oposição aproveitou para criticar a postura da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).
O chefe da missão de observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) às eleições angolanas afirmou hoje que tem ouvido versões muito diferentes quanto à independência do processo eleitoral em relação ao poder político.
Após ataques vindos de determinados militantes do MPLA e seus simpatizantes, contra o político Marcolino Moco, por ter apelado voto à favor de Adalberto Costa Júnior, líder da UNITA e da Frente Patriótica Unida, este antigo primeiro-ministro angolano, afirmou que tais pronunciamentos mais vão enterrar a popularidade de JLo, candidato a presidente da República pelo MPLA.
O líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) afirmou este sábado que a auditoria anunciada aos cadernos eleitorais para as eleições não foi sujeita a concurso ou sequer debatida no plenário da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).
O ministro da Administração do Território de Angola, Marcy Lopes, afirmou hoje que o corpo do ex-presidente José Eduardo dos Santos ficará na sua residência oficial até ao dia das exéquias fúnebres.
Autoridades já admitiram que existem pelo menos dois milhões de votantes fantasma, entre mortos e emigrantes, dos 14 milhões de eleitores indicados nos cadernos eleitorais.
Rute está junto ao palco do comício de hoje da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) no Caxito, província do Bengo, há 10 horas, para ouvir daquele que considera o seu salvador, mas que não irá chegar.