O valor das tarifas a cobrar será cerca de metade do que os EUA consideram ser a soma das taxas e impostos cobrados aos seus produtos (63%). Por outras palavras: "Trump impõe tarifas recíprocas a Angola de 32%, depois de ter apurado que Angola impõe barreiras à importação de produtos dos EUA de 63% - decorrente da manipulação da taxa de câmbio e imposição de barreiras à importação", como explica o economista angolano Wilson Chimoco.
Segundo os dados estatísticos do Banco Nacional de Angola, em 2022, as exportações de petróleo para os EUA totalizaram 168,4 milhões de dólares, aumentando para 363,7 milhões em 2023 e atingindo 783,7 milhões USD em 2024.
Donald Trump, que correu a taxas aliados e rivais, afirmou que os Estados Unidos foram "pilhados e violados" pelos seus parceiros comerciais, e que "muitas vezes, os amigos são piores que os inimigos no comércio".
"A guerra comercial global ameaça alimentar a inflação e estagnar o crescimento", diz a Reuters sobre o futuro próximo, lembrando que entre os aliados dos EUA estão a União Europeia, que foi alvo de uma taxa de 20%, o Japão de 24%, a Coreia do Sul de 25% e Taiwan de 32%.
"Enfrentando agora tarifas de 54% sobre as exportações para os EUA, a segunda maior economia do mundo, a China, prometeu contramedidas, assim como a União Europeia - amigos e inimigos de Washington unidos em críticas às medidas que temem que representem um golpe devastador no comércio global.", escreve a Reuters.
As tarifas base entram em vigor a 5 de Abril e as taxas recíprocas mais elevadas a 9 de Abril.
Antecipando reacções contra a aplicação destas tarifas, o Presidente norte-americano deixou um aviso, em tom de admoestação: "Por isso, aos presidentes, primeiros-ministros, reis, rainhas, embaixadores e a todos os que em breve telefonarão a pedir isenções destes direitos aduaneiros, eu digo: acabem com os vossos direitos aduaneiros, eliminem as vossas barreiras, não manipulem as vossas moedas".
Trump acusou aliados e rivais de manipularem as suas moedas "como ninguém consegue acreditar, o que é uma coisa muito, muito má e muito devastadora para nós".
"Acabem com as vossas taxas, removam as vossas barreiras, não manipulem as vossas moedas e comecem a comprar produtos norte-americanos", declarou o Presidente norte-americano. NJ