Domingo, 16 de Mai de 2021
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Sexta, 30 Abril 2021 18:02

UNITA em Luanda exige abertura de inquérito e punição severa aos culpados pela Caipirinha do Azar

O Secretariado Provincial da UNITA, em Luanda, diz ter acompanhado com profunda mágoa e consternação as notícias sobre a morte de 14 cidadãos angolanos, vítimas de intoxicação de substâncias ainda por se apurar oficialmente que as referidas vítimas alegadamente consumiram como bebida alcoólica que se transformou letal a saúde humana.

Em uma nota de imprensa da UNITA, o partido observa que nada justifica a morte de um angolano, nessas ocasiões e nas circunstâncias actuais pois, cada morte de um cidadão, deixa os angolanos cada vez mais diminuídos e enlutados.

"Numa fase crítica que o nosso país enfrenta uma das piores pandemias mundiais, covid-19, nesse momento em que o nosso país Angola enfrenta calamidades naturais como a seca, estiagem, enxurradas e mais, cujas consequências têm provocado centenas de mortes, é urgente que o governo angolano dialogue mais com os cidadãos em todos os escalões e em todos os municípios com vista a se identificar as piores causas e crises que assolam as famílias angolanas nos bairros, nas aldeias e nos municípios", lê-se.

Para a UNITA, a ausência da aproximação e interação entre governantes e dirigidos, faz com que muitos cidadãos sintam-se sem luz, sem eira nem beira ao ponto de pescadores de águas turvas desviarem a juventude e não só a enveredarem por caminhos invios de desespero a exemplo dos tristes acontecimentos que levaram cidadãos a consumirem bebidas alcoólicas misturadas supostamente com combustível.

Por um lado, avança, os referidos comercializantes destas bebidas letais terão optado pelo lucro fácil e por outro, os próprios consumidores também pelo produto mais barato alegadamente com vista a esquecerem os vários problemas que os assolam ou apoquentam as famílias em particular e a sociedade em geral.

"Os problemas da falta de emprego para juventude e não só, a falta de alimentação, a falta de principais condições básicas para a sobrevivência do cidadão comum, a busca de solução para enfrentar doenças que assolam as populações devido a falta de assistência médica e medicamentosa ou saneamento básico como as malárias, doenças respiratórias agudas, as tristemente célebres febres tifoides, doenças diarreicas, etc etc, não são superadas ou esquecidas consumindo bebidas alcoólicas que levam a morte cidadãos angolanos que fazem e farão muita falta às famílias angolanas", lê-se igualmente.

As situações sociais endêmicas que têm desestruturado o tecido social angolano, segundo a UNITA, só serão sanados e resolvidos com a participação do próprio angolano na gestão da coisa pública, numa altura em que, a participação do angolano na gestão da coisa pública que lhe diz respeito, só será possível em Angola com a implementação das autarquias locais.

"A participação do angolano na vida e destino do seu país só será materializada quando Angola tiver de facto um governo inclusivo e participativo capaz de ouvir da base ao topo os sentimentos reais do povo e velar com devida atenção tudo que apoquenta o dia a dia dos angolanos no seu local de residência, no seu bairro, na sua aldeia ou no seu município", considerou.

No entanto, o Secretariado Provincial da UNITA, em Luanda, endereça os seus mais profundos sentidos de pesar às famílias enlutadas.

O secretariado Provincial do maior partido da oposição, insta igualmente as autoridades competentes à instauração de um rigoroso inquérito e se apurar responsabilidades e punir severamente os causadores dessa tragédia que esperam não vir mais a repetir-se em nenhum momento, em Luanda ou em qualquer lugar de Angola.

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