"O vencedor perdeu" foi como a Economist titulou a sua análise às eleições gerais em Angola, realizadas no mês passado e envoltas em séria controvérsia desde então.
O Estado e governo não são a mesma coisa, embora a convenção linguística (e confusão) leve a usar os termos como sinônimos. Na realidade angolana o Estado e o governo é a mesma coisa. O Estado é permanente, enquanto o Governo é temporário.
E agora povo angolano, se ficará pelos assobios, contemplações e lamentações, enquanto a farsa continuará e a vitória será sempre certa? Tribunal Constitucional nem precisou recontar os votos e assim a batota pegou mesmo?
O fantasma da guerra civil só existe na retórica dos defensores estrangeiros do regime. Só haverá violência em Angola se o poder político estabelecido – o único que tem armas – assim o desejar.
O Direito internacional sendo que é uma complexidade de normas e regras juridicamente vinculativas a nível internacional, a sua principal função é de regular e disciplinar as relações recíprocas entre os Estados, é de simplificar a cooperação internacional tornando-as viáveis e eficazes através das suas prescrições vinculativas, visto que um dos objectivos fundamentais do Direito internacional é de estabelecer directrizes e bases sólidas em prol da paz e da estabilidade internacional.
Depois do falecimento de José Eduardo dos Santos, da novela entre a sua família e o seu sucessor, das eleições gerais e respetivos observadores, dos resultados provisórios, finais e sempre questionáveis, o assunto de Angola prepara-se para adormecer novamente na praça pública.
As Doutrinas Políticas exigem muita racionalidade e muito conhecimento para serem compreendidas e interpretadas como tal, em particular as Teorias Políticas tais quais: a Teoria Elitista (Teoria do Poder) e a Teoria do Realismo Político, falam de dinâmicas estratégicas na busca do Poder e de como um Estado deve ser governado e administrado.
Cresceu num meio de corruptos de arrogantes, com pessoas iguais e piores do que ele que sempre se julgam superiores aos outros. E assim lhe faltou a alguém a quem seguir seus bons exemplos ao contrário de qualquer dirigente da UNITA do tempo de Jonas Savimbi e dos que passaram pela Jamba.