Carvalho afirma que “a vida enquanto processo é um suceder de crises, pois, neste processo, estamos sempre diante de novos desafios, de novas situações, de novos problemas”, passa – se por altos e baixos, conquistas e derrotas, mas devemos ter a capacidade cognitiva suficiente para contornar obstáculos e realizar proezas.
Apesar do país viver amordaçado anos a fio, apesar de roubado e assassinado sem piedade, e de ser desposado de quaisquer direitos, sem condições de se defender dos ataques de seus algozes opressores, ainda assim a esperança não morreu e o sonho de ser livre continua de pé.
As transformações ocorridas na governação instituída por JLO, têm colocado o MPLA no limiar de uma crise singular na sua história. No campo da política e da economia, tais transformações têm sido nefastas, causando impacto de maneira significativa na estrutura do partido.
O jornalista Gaspar Santos, agora tratado como Hilário Alemão no julgamento em curso do chamado “caso GRECIMA”, incluiu, especificamente, as estações televisivas lusas SIC Notícias e TVI entre os beneficiários do dinheiro com que o Executivo de José Eduardo dos Santos procurava calar a boca às vozes que lhe eram (ou tomava como) hostis.
Entrou com a promessa de reformador, mas a crise económica, a continuação dos abusos entre os poderosos e a violência policial durante a pandemia criaram um rasto de manifestações e mortes. O seu silêncio é entendido como cumplicidade.
A tamanha incompetência por parte dos diplomatas angolanos e da administração geral do MIREX espelha a triste realidade da nossa política externa, onde embaixadores, cônsules gerais e adidos não conseguem corresponder com as aspetactivas daquilo que são as exigências diplomáticas, também sendo que os funcionários diplomáticos e consulares, muitos deles carecem de formação universitária político-diplomática de alto nível.
Se o “Estado Angolano” não aprova o exercício da prostituição em Angola, não deveria fazê – lo também no âmbito da homossexualidade. A descriminalização da homossexualidade servirá simplesmente de um meio de destruição clara dos nossos horizontes culturais, trazendo ao País um crescimento abrupto de homossexuais, bissexuais, lésbicas e transexuais.
Os gérmens de decadência no MPLA são perceptíveis. Cafunfo é um sintoma claro da incapacidade de este partido se renovar e democratizar. É hora de os angolanos começarem a chamar as coisas pelos seus nomes próprios.