“A única coisa mais perigosa do que um Hitler americano é com demência”, afirmou John Gartner, em declarações ao jornal El País, reforçando críticas que tem vindo a fazer ao antigo presidente dos Estados Unidos ao longo da última década.
Segundo o especialista, Trump apresenta características associadas ao conceito de “narcisismo maligno”, descrito pelo pensador Erich Fromm para analisar figuras autoritárias como Adolf Hitler. Entre os traços apontados estão o narcisismo acentuado, comportamentos sociopáticos, paranoia, sentimentos de grandiosidade e tendências sádicas.
Gartner sustenta ainda que o Presidente dos EUA, Donald Trump poderá apresentar sinais de hipomania, o que, na sua perspetiva, ajuda a explicar a elevada energia, a impulsividade e a autoconfiança extrema que demonstra em público.
Além disso, o psiquiatra considera que há indícios de deterioração cognitiva. “O nível de deterioração é chocante”, afirmou, comparando o discurso atual de Trump com intervenções mais antigas, nas quais o descreve como mais articulado.
As declarações surgem num contexto em que o estilo de comunicação de Donald Trump — frequentemente marcado por contradições e ataques a aliados — continua a dividir opiniões nos Estados Unidos. Enquanto críticos questionam a sua estabilidade mental, apoiantes defendem tratar-se de uma abordagem política deliberadamente disruptiva.
Uma sondagem da Reuters em parceria com a Ipsos, divulgada no final de fevereiro, indica que 61% dos norte-americanos consideram que Trump se tornou mais errático com a idade. Entre eleitores republicanos, essa perceção é partilhada por 30%.
O mesmo estudo revela ainda uma descida na percentagem dos que consideram o Presidente “mentalmente lúcido e capaz de enfrentar desafios”, passando de 54% em setembro de 2023 para 45% atualmente.
Durante o seu primeiro mandato, Gartner fundou a organização “Duty to Warn”, dedicada a alertar para riscos associados à liderança política, e participou no documentário “Is Donald Trump Crazy?”, lançado em 2020.

