Segunda, 11 de Mai de 2026
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Segunda, 11 Mai 2026 17:18

Polícia desmente alegados casos de desaparecimento de órgãos genitais e apela à calma da população

As autoridades policiais angolanas vieram a público desmentir os rumores que circulam em várias províncias do país sobre alegados desaparecimentos de órgãos genitais provocados pelo simples toque de um cidadão. A situação tem gerado inquietação social, sobretudo após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostram jovens em estado de desespero.

Segundo a polícia, todos os casos reportados até ao momento foram submetidos a verificação clínica e nenhum apresentou qualquer confirmação. As autoridades garantem que os órgãos genitais das supostas vítimas permanecem “intactos e funcionais”, contrariando os relatos que têm sido amplamente partilhados pela população.

O porta-voz do Serviço de Investigação Criminal, Manuel Halaiwa, afirmou que não existe qualquer evidência factual que sustente as denúncias. “Isso não passa de boatos, porque ainda não se comprovaram casos reais”, declarou, apelando à população para evitar a disseminação de informações não verificadas.

De acordo com as autoridades, os primeiros relatos surgiram nas províncias da Lunda Norte e Lunda Sul, mas, nos últimos dias, moradores do Kikolo e de Cacuaco, em Luanda, afirmam que situações semelhantes estariam a ocorrer em zonas públicas movimentadas. O clima de receio levou algumas comunidades a reforçarem suspeitas contra desconhecidos em espaços públicos.

Especialistas em psicologia entendem que o fenómeno poderá estar associado à chamada Síndrome de Koro, um transtorno psíquico caracterizado pela sensação de encolhimento ou desaparecimento dos órgãos genitais após situações de medo, ansiedade ou contacto com pessoas desconhecidas. O distúrbio já foi identificado em diferentes países e tende a propagar-se em contextos de forte tensão colectiva.

Nas redes sociais, vídeos e testemunhos continuam a multiplicar-se, alimentando debates sobre feitiçaria, espiritualidade e insegurança social. Em várias gravações, jovens alegam ter sentido alterações repentinas após apertos de mão ou simples aproximações, cenário que contribuiu para aumentar o pânico em alguns bairros.

Perante o ambiente de tensão, a polícia apelou à calma e advertiu que actos de violência motivados por suspeitas ou boatos são totalmente condenáveis e poderão resultar em responsabilização criminal. As autoridades recomendam que qualquer ocorrência seja comunicada aos órgãos competentes, evitando-se julgamentos populares e a propagação de notícias falsas.

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