Segundo um comunicado divulgado pela transportadora aérea angolana, o incidente ocorreu durante o embarque do voo DT650, realizado no passado dia 5 de Maio de 2026, com destino a Lisboa, em Portugal.
De acordo com a nota, a quantia foi apreendida pelas autoridades competentes no âmbito dos mecanismos de controlo cambial em vigor no país, tendo a companhia accionado imediatamente os procedimentos internos de averiguação.
A TAAG esclareceu que foram activados “os mecanismos internos de averiguação, bem como os procedimentos e regulamentos aplicáveis”, com o objectivo de apurar os factos e tratar o caso em conformidade com os princípios previstos no código de ética da empresa.
A companhia de bandeira nacional fez ainda questão de sublinhar que o caso se encontra circunscrito a uma situação individual, envolvendo uma colaboradora específica, defendendo que o episódio não deve ser generalizado nem associado aos restantes trabalhadores da empresa ou a uma determinada classe profissional.
“A situação em causa é circunscrita a um caso individual, relacionado com um colaborador específico, não devendo, em circunstância alguma, ser generalizada ou associada aos demais trabalhadores”, refere o comunicado.
O caso acontece numa altura em que as autoridades angolanas têm vindo a intensificar os mecanismos de fiscalização financeira e cambial nos principais pontos de entrada e saída do país, incluindo aeroportos internacionais.
As medidas inserem-se no esforço de Angola para reforçar os instrumentos de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, numa fase em que o país procura sair da chamada “lista cinzenta” do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).
Até ao momento, nem a AGT nem as autoridades judiciais divulgaram informações adicionais sobre eventuais procedimentos criminais relacionados com o caso.

