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Segunda, 28 Agosto 2023 12:07

Um breve mergulho sob o mundo da aviação

No âmbito dos vários pronunciamentos que a miude se observa, mais do que críticas ou análises  -o que, importa realmente destacar em Angola no particular do sector da aviação civil, será a capacidade de aglutinar e expressar união e sinergias, numa abordagem através de uma visão holística a favor do crescimento e progresso da aviação, de modo a emprestar um notório e acentuado desenvolvimento das regiões, e o incremento do intercâmbio e das trocas comerciais a nível internacional; tendo como eixo o impacto do turismo.

Trocando por miúdos e sem delongas ou megalomanias, vale por fim ter a coragem e isenção, para com abertura se implementar no curto prazo, medidas que correspondam a necessidade de um melhoramento abrangente, partindo exactamente dos recursos e equipamentos alocados no presente.

No entanto, é transcendental sob todos os pretextos, supervisionar um declarado custo benefício e acelerar as receitas. Mas no essencial estancar e reduzir ao máximo as despesas . Como sabemos é frequente o encerramento abrupto das operações das novas companhias aéreas, o que nos leva a concluir da insustentabilidade premente na equação. Traduz a verdade de que, estaremos porventura diante um sector que vive as expensas por excelência do OGE. Esta semana,  por exemplo, confirma-se que mais um operador anunciou a suspensão das actividades de voo.

A montante, irá concerteza resultar na diminuição da oferta aos passageiros, e maior estrangulamento nas opções domésticas. Algo precisa de ser encarado a nível da revisão da tributação, dos emolumentos, das tarifas e das taxas, enfim desta panóplia de custos que se mostram muito elevados, antes mesmo, de reflectir-se sobre o transtorno do câmbio e da inflação. Porque não, se encetar o diálogo e discussão. Não se tem registo de milagres na aviação e, nem mesmo quando se aposta as fichas para um milagre vindo do exterior. A aviação é acima de tudo uma indústria por excelência, e corresponderá a resposta cabal ou esperada, nas múltiplas dimensões.

A ANAC, terá por pressupostos as suas responsabilidades neste debate. Em jeito de rebate, desde logo precisamos de tomar consciência de que eventualmente o figurino e organigrama das nossas empresas e entidades, não se adequar propriamente a um modelo funcional e diligente, mas sobretudo, um esforço de acomodação, bem como de modo fiel reflete o copy and past de outras realidades, sem ter-se em conta sequer a reduzida dimensão comparativa.

Esta mega estrutura criou pouca tracção, e sobretudo, criou grande despesa, e muita burocracia, e anti corpos, que oneram e obrigam a repassar esses custos a tabela dos serviços cobrados aos operadores. Criou-se, o quadro ideal para Afundar os operadores neste acumular de dívida, o que apesar de se pretender diluir sem impacto negativo na estrutura de custos da hora de voo, torna a bem dizer, as tarifas aéreas pouco atrativas para o bolso dos Angolanos.

 Já ouvimos, a preocupação de sua excelência o sr Governador da Huila, referindo-se ao turismo, como o seu petróleo, ou seja um pólo, um motor da aceleração do crescimento e progresso, e como será de prever também neste caso, a aviação teria um papel agregador. Mas, claro implicaria um incremento das frequências diárias ou semanais, de modo a evitar-se que o custo estadia desencoraje e inviabilize em si, a iniciativa da viagem projectada. O efeito de escala, pode trazer a cobertura e superação dos encargos para se encontrar o equilíbrio financeiro.

- No mercado dos voos domésticos, entre outras soluções, poder-se-á inovar através da articulação mediadora dos bancos comerciais, e proporcionar-se com segurança e garantias o financiamento aos bilhetes de passagens para os beneficiários da pensão de reforma do INSS, e assim facilitar o pagamento parcelar dos bilhetes. Por certo teria o condão de incentivar as viagens em passeio ou reunião familiar às províncias.

Como me tenho repetido, Angola é um país de dimensões Continentais e, embora o transporte aéreo não assuma primazia; mas não é de todo desprezível para o rápido desenvolvimento e do progresso. Dito desta forma, salvo melhor opinião, a aviação e o espaço aéreo são uma necessidade estratégica, e não mero luxo.

É bom que se entenda, que parte das variáveis que implicam o catapultar do sector da aviação civil, quanto ao incremento do volume do tráfego e trânsito de passageiros por Luanda, estarão dependentes da actuação e influência exógena de outros Órgãos, como sejam o caso da isenção ou facilitação de vistos. Muito do fluxo e captação do tráfego de passageiros, à tarifas extremamente actrativas que se conhece, implicaria em bom rigor, a observação do trânsito no País, por um determinado número de horas, para a par de promover a imagem do País, ocasionar igualmente dispêndio, como arte e forma de captar divisas.

Outra mudança substantiva deve ter lugar na visão e apetite em criar condições de que resultem uma notável e progressiva autonomia, pois por extensão, reduz de sobremaneira os encargos quer no plano do treino e qualificação ou de manutenção e engenharia. Escusado será lamentar o facto estranho, e insólito de que, a até ¹a presente data, nenhum avião pernoite em qualquer outro aeródromo, a excepção válida, para o aeroporto de Luanda. Parece-nos crucial a noção da existência de bases operacionais, até para incentivo, e maior familiaridade, e redução drástica dos custos operacionais.

Em suma Gastar bem ou mal é simples proeza. O difícil será criar resultados com um dispêndio razoável, e assegurar-se retorno e sustentabilidade. Muito embora de modo adequerido para alguns destinos possa estar contemplada subvenção, dentro do princípio de serviço público.

Porque todos se julgam saber; Eis-nos ante o actual cenário.

Comandante Oswaldo Mendes

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