Segunda, 04 de Julho de 2022
Follow Us

Sexta, 03 Dezembro 2021 22:55

Adalberto da Costa Júnior: Novo discurso

Depois da impugnação do XIII Congresso de 2019 por parte do comité de especialidade do tribunal constitucional, usando o acórdão 700/2021, foram cerca de 42 dias de obstáculos profundos que o regime utilizou para destruir a UNITA e fazê-la como está a FNLA hoje.

O regime usou milhões de dólares e de bens para essa destruição. Os casos mais recentes são os membros da UNITA suspensos pela Comissão Política da UNITA; fontes bem posicionadas internas e externas disseram que a insistência de recorrer ao comité de especialidade do tribunal constitucional por parte dos conhecidos suspensos está em causa os 2.000.000,00 USD por pessoa. Diante de valores avultados e em divisa, esqueceram-se dos princípios de Mwagai mesmo militando na UNITA há 10,20,30, 40 anos.

Veem como a barriga clama no deserto dos nossos irmãos?! Por esse motivo vão litigar constantemente até lá onde der e porque também convém ao tribunal constitucional e o MPLA como pretexto para se manter no poder com a ajuda do comité de especialidade. Essa gente suspensa da UNITA, jamais será a mesma; conquanto estejam suspensos, o futuro indica que serão expulsos do partido pela insistência no erro, quando os argumentos apresentados são banais, quando o MPLA nem os respeita e na discrição, os chama de traidores. Que pelo menos recebam esse dinheiro como recompensa da vergonha que passam ao bom nome. Será uma vergonha eterna se um dia a UNITA tornar-se poder!

A UNITA conseguiu vencer mais uma batalha terrível por conseguir realizar seu Congresso mesmo com toda a difamação por parte do MPLA e todas outras artimanhas usadas para extinguir a mesma, embora não tenha terminado o processo. Adalberto da Costa Júnior, depois da reeleição sábado deverá concentrar-se em duas coisas:

a -) Congregar e unificar, a todos os níveis, a UNITA

b -) Exigir o MPLA e o seu comité de especialidade a respeitarem a constituição e a lei

Dentro de algumas horas, Adalberto será Presidente da UNITA e por conseguinte, com poderes para reactivar as actividades de trabalhos parados faz um mês e alguns dias.

A UNITA precisa entender que o tempo é a seu favor em todos os sentidos: tem o povo consigo, tem materializada a FPU, o regime está desgastado e com problemas internos acima da média; a fome é galopante, a falta de emprego, saúde, habitação são realidades, são factos. O Galo Negro precisa de coesão e unidade na diferença; cada um é diferente, mas é essa diferença que complementa e fortifica seus membros e seus ideais. Se fordes coesos e unidos a Victória será certa.

O discurso de Adalberto da Costa Júnior, depois da reeleição ao cargo máximo da UNITA tem de ser profundo, exigente para com o MPLA e os seus tribunais; é hora de se repor a legalidade por parte do tribunal constitucional sobre o caso UNITA.

O tribunal constitucional, hoje está num dilema e não se sabe como conseguirá resolver o mesmo. O seguinte exemplo faz referência a dois Congressos: do MPLA e da UNITA em dezembro, onde alguns membros da UNITA apresentaram uma providência cautelar considerada positiva pelo comité de especialidade que se pronunciou e deu oito dias para se justificar, quando o engenheiro António Venâncio apresentou essa semana uma providência cautelar de impugnação do VIII congresso por desrespeito aos estatutos internos e um segundo militante possivelmente apresentará, quando o congresso do MPLA está à beira de ser realizado na próxima semana. É esperar para crer se o tribunal irá notificar o MPLA, apresentando uma providência cautelar. Sabe-se que o caso UNITA, o principal causador de instabilidade interna é o regime que alicia militantes com somas astronómicas de valores a ponto de se esquecerem da causa que um dia se comprometeram, de outro lado, está o militante do próprio MPLA que já deu entrada da providência cautelar do VIII congresso. O comité de especialidade, como competente, é chamado a repor a legalidade tanto numa como na outra. Desta vez, terá como defender apenas a sua dama? O conselho que se deixa ao comité de especialidade do tribunal constitucional é o seguinte:

1 - Se defender o MPLA que tem cultura de fazer fraude e nunca cumprir a constituição e a lei desde tempos áurios, que seja igual em termos de conduta com a UNITA. O tribunal deixou de fazer jurisprudência em detrimento da política.

2 - A fazer jurisprudência, caso ainda haja esse tempo e higiene intelectual, na língua de Willian Tonet, que cumpram apenas com a constituição e a lei e que obedeçam a esses elementos e a sua consciência. De forma contrária, o tribunal estará a utilizar dois pesos e duas medidas e não será bom para uma sociedade já desgastada com o MPLA.

O discurso de Adalberto da Costa Júnior terá de chamar atenção a ponto de se sentirem pressionados a respeitar as leis. O Senhor Adalberto sai desse Congresso reforçado e com outra dinâmica que se augura haver pronta e determinada para meter tanto o MPLA e seus comités na linha da licitude.

A extrema ratio, está a chegar ao fim, mas ainda é possível solicitar diálogos para se dirimirem conflitos futuros, mas conhecendo o regime, as portas estarão fechadas para o Adalberto. Se assim for e para o seu bom nome e seu exercício ao cargo da UNITA, vai precisar de se impor uma vez tendo o povo do seu lado, os acadêmicos, as igrejas e a FPU de forma especial, é conditio sine quan non para a reviravolta. É hora de denunciar os vícios do regime; quase não se fala da revisão da constituição. Em que pé está? O processo eleitoral, como um todo, está muito atrasado e não se descarte a possibilidade de milhares de cidadãos votarem em lugares distantes, como no passado.

Seu discurso tem de motivar, chamar, unificar todos aqueles que sofrem na pele de que é possível prosperar; é preciso andar juntos. O discurso tem de aumentar os níveis de popularidade que tem e sempre que necessitar da população ela estará pronta.

Terá de ser um discurso que desperte os que dormem e que decidam unir-se a causa, fazer uma corrente positiva para a victória que tanto se almeja atingir em 2022 mesmo com a fraude legalizada.

Por Talagongo Okola

Rate this item
(0 votes)