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Quarta, 10 Novembro 2021 12:37

Em 1992 o MPLA quase eliminou o José Eduardo (zé zé) novo líder da UNITA em Luanda

O Laton da Sandokan queria beber o sangue deste homem em 1992 " Xé! Eduardo então você mesmo da banda foste embora se meter na UNITA?

Com essas palavras reservadas como sinal de recepção odiosa lhe foram dando os primeiros sinais. Até mesmo por jovens do bairro, quando este regressou vindo da jamba já fardado de militar kwacha, de que a coisa poderia não correr às mil maravilhas para eles. Porque afinal, à semelhança do que já se tinha feito contra a FNLA lhes apelidando de canibais.

Afinal tudo não passava de uma grande pimpa e simulações bem ao jeito de um MPLA nunca de se confiar nele.

Que atrás já aguçava as catanas e distribuía armas aos seus seguidores que esperavam só mesmo já pelo sinal do apito vindo do Futungo de Belas ou dos serviços secretos para iniciar as matanças.

O Laton da Sandokan quis lhe beber o sangue

Falar deste homem como sortudo, não é o mesmo como falar de alguém que ganhou na lotaria. De alguém que mal acorda todos os dias só apanha dinheiro no chão ou de alguém que tem uma cobra que lhe traz tudo que precisa até saúde. Nada disso manos, este homem viu a morte por várias vezes diante dos seus olhos.

Em várias circunstâncias e momentos da sua vida ainda na flor da sua juventude por ser da UNITA, que também é uma organização política angolana.

O Antônio Carlos da Sandokan que atuava sob a alcunha de Diabo Negro, um Laton terrível que tratava a liamba por tu. Na kitota (matança) de 1992 logo a seguir às eleições que fez parte das milícias criadas pelo MPLA que lhe promoveu como chefe de caça aos militares, militantes, simpatizantes e familiares de homens da UNITA.

Foi a figura principal e o foco de todas as atenções sempre que a missão fosse matar homens da UNITA. Ou fazer salpicar sangue no chão e se eliminar a sangue frio, sem piedade nem remorso em obediência às ordens superiores que sempre existiu no MPLA.

O grupo chefiado por ele era o mais terrível, nem sei se ele ainda vive ou não, mas se vivesse como recompensa acredito que o MPLA lhe daria um cargo muito grande.

Como aconteceu com outros nossos conhecidos, alguns escondidos nas embaixadas como diplomatas ou na assembleia nacional tipo o Nando não por competência, mas porque mataram tanta gente e isso sabe-se.

Continuarei até porque ainda há mais detalhes importantes sobre a trajetória deste substituto de Nelito Ekuikui que até poderia considera-lo como o homem de nove vidas já que os gatos só têm sete, diz o ditado popular.

Por Fernando Vumby

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