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Quarta, 16 Setembro 2020 11:18

António Agostinho Neto: Um Deus na terra?!

Neto era de origem cabo – verdiana. Nasceu ao 17 de Setembro de 1922. Era filho de um pastor da igreja Metodista Unida, reverendo Agostinho Neto, e de sua esposa missionária da mesma Igreja, Maria da Silva Neto, que cumpriram uma missão de evangelização em Angola, tendo sido oriundos de Cabo – Verde.

 Neto, não nasceu em Angola, tal quanto, João Manuel Gonçalves Lourenço (mais conhecido por JLO, actual Presidente de Angola) não terá nascido em Angola, foi no Congo onde JLO nasceu, e, imigrou na companhia dos seus Pais à Angola, ainda cedo. Neto, ainda cedo começou a dedicar – se na formação académica (…).

Neto seguiu as pisadas de um homem nobre, não era filho de pobre. Com pouca idade teria terminado o sétimo ano colonial num dos mais luxuosos liceus do tempo colonial (Liceu Salvador Correia). Cedo, partiu para Metrópolis, onde deu avante o curso de medicina. Porém, engajou – se no activismo anti – colonial, razão pela qual não chegou de terminar o curso de Medicina que tê – lo – á transferido à Coimbra, tendo perpetrado uma fuga clandestina com a ajuda de um dos familiares da sua esposa.

Agostinho Neto começou jovem, ainda na Metrópole, em Lisboa, na CEI e CEA, a lutar pela identidade angolana nos moldes que eram possíveis naqueles tempos em que o fascismo português exercia feroz repressão política em Portugal e nas suas colónias. Seguia as pisadas dos seus contemporâneos Gentil Viana, Mário Pinto de Andrade, Amilcar Cabral e Lúcio Lara.

Neto foi um dos fundadores da Casa dos Estudantes do Império, em Portugal. Mesmo que se conserve alguma coisa de bem neste homem, há mais neste líder maldade que coisa boa. Foi Neto que protagonizou a corrupção desde a altura que atingiu a função de PR do MPLA. No rescaldo deste evento que consagrou Neto como novo presidente do MPLA, Viriato apontou Neto de ser o símbolo da viragem política do MPLA à direita. Acusando – o de estar a desviar os recursos monetários do Movimento, razão pela qual Viriato da Cruz terá sido formalmente expulso a 7 de Julho de 1963.

Todas as suas acções revelam a concepção mais subida do mal, desde o fraccionismo que tê – lo - feito no príncipe da morte; à extinção cabal de alguns fundadores do MPLA (como Viriato Clemente da Cruz, Matia Miguéis e tantos outros); a perseguição de outros tantos (como Gentil Viana, Hugo Azancot de Menezes, Mário Pinto de Andrade, Joaquim Pinto de Andrade, Daniel Chipenda, etc). Deste último, a extinção da geração dos intelectuais (da era de Viriato Clemente da Cruz e de Ilídio Machado), por último, à instalação de um caos económico excessivamente vertiginoso no Estado Angolano, com a pilhagem de todos os seus recursos disponíveis.

E, uma profunda destruição da economia do Estado Angolano, tendo institucionalizado a corrupção sistemática no aparelho do seu Governo, por meio da entrega de responsabilidades cimeiras do aparelho do Estado à indivíduos excessivamente vazios, irresponsáveis, apedeutas, e alcóolatras, que deram fim, a tudo quanto estava num rumo salutar, na ex – Província do Ultramar Angola.

Acabaram com a economia nacional, acabaram com as indústrias, acabaram com a organização da administração do Estado, acabaram com a agricultura, acabaram com a pecuária, acabaram com o ensino de qualidade, acabaram com a saúde, acabaram com a educação, acabaram com tudo quanto de produzia em Angola, e transformaram o País num inferno, numa verdadeira barbárie, numa fogueira da dor, do sangue, do tormento e do luto.

Vários mitos rondam a história do “Guia Imortal do MPLA”. A princípio, seria este um homem excessivamente cruel, que não conhecia o que era o perdão (mesmo tendo sido filho de um pastor), que impôs a maior matança que África já teve um dia, que governou Angola entre 1975 à 1979 com a imposição de um sistema político similar ao nazismo de Hitler na Alemanha, o qual seria completamente hierárquico e centralizado. Um super Estado tirano, que funcionaria como uma bomba num paiol preste à explodir, substituindo a ordem de um Estado colonial e eficientemente organizado, pela anarquia sistemática, e pela desordem irracional de uma sociedade socialista que aspira o comunismo selvagem e autoritário.

O estabelecimento de uma relação mútua entre um mundo invisível (o mistério dos anjos dos céus) e a operação das forças do mal, encontram um espaço vivo à ser debatido nas “Escrituras Sagradas”, e, inseparavelmente entretecidos com a história humana. Há homens que têm sido tratados de serem anjos por revelarem propriedades protectoras dos demais entes humanos. Os anjos são enviados em missões de misericórdia aos filhos de Deus. A Abraão, com promessas de bênçãos. Às portas de Sodoma, para livrar o justo Ló da condenação do fogo.

A Elias, quando se achava a ponto de perecer de cansaço e fome no deserto. A Eliseu, com carros e cavalos de fogo, cercando a pequena cidade em que estava encerrado por seus adversários. A Daniel, enquanto buscava sabedoria divina na corte de um rei pagão, ou abandonado para tornar-se presa dos leões. A Pedro, condenado à morte no calabouço de Herodes. Aos prisioneiros em Filipos. A Paulo e seus companheiros na noite da tempestade no mar. Ao abrir a mente de Cornélio para receber o evangelho.

Ao enviar Pedro com a mensagem da salvação ao desconhecido gentio — assim, em todos os tempos, têm os santos anjos ministrado ao povo de Deus… Mas será que Agostinho Neto terá sido um anjo ou um demónio?! Não tratando – se do sentido real, mas do sentido figurado. Neto servia à Deus ou ao Diabo. Neto é filho de um pastor evangélico e de uma missionária também evangélica, porém, os actos justificam o homem. Como dizia Paulo, a fé, sem obras, é nula. Neto personifica a elevação mais assediada da maldade na face da terra.

Os espíritos maus, criados a princípio sem pecado, eram iguais, em sua natureza, poder e glória, aos seres santos que ora são os mensageiros de Deus. Mas, caídos pelo pecado, acham-se coligados para a desonra de Deus e destruição dos homens. Unidos com Satanás em sua rebelião, e com ele expulsos do Céu, têm, através de todas as eras que se sucederam, cooperado com ele em sua luta contra a autoridade divina. Somos informados, nas Escrituras, acerca de sua confederação e governo, suas várias ordens, inteligência e astúcia, e de seus maus intuitos contra a paz e felicidade dos homens. Mas, Neto era um ser humano feito de Anjo ou feito à Demónio?

Neto é a revelação mais hedionda de todos os tempos. O líder mais cruel que Angola um dia já teve. Um líder sem nenhuma visão de progresso, que preferia um copo de vinho que uma ideia sobre a nação. Pretendendo instalar uma “Nova Ordem” quis fazer gerar uma nação com um Estado Nazista de Adolf Hitler, que matava mais, que outra coisa. A sua polícia secreta (DISA) tornou – se num instrumento do mal que instalava terror nos quatros cantos do País.

O holocausto causado por Neto revela como o assassinato de centenas de milhares de angolanos ao longo do 27 de Maio de 1977, tornou necessidade da máquina do poder de António Agostinho Neto em Angola desde 1977 à 1979. “A pena de morte” fez – se na palavra de ordem do seu Governo, tendo aberto o campo de concentração da mortandade no Moxico, onde variados cidadãos seriam mortos, vítimas de acusações despidas de juízo. 

Angola, sob comando de António Agostinho Neto, militarizou – se, rompendo, assim, as determinações dos “Acordos de Alvor”, tendo proclamado uma “República” contra a vontade das duas restantes forças políticas e movimentos de libertação, que bateram – se pela causa da independência. Neto, representou o ponto de viragem para uma guerra civil que só veio terminar em 2002, com a morte de Jonas Savimbi, em frente de combate. Neto, violou os “Acordos de Alvor”, tendo deixando uma guerra incessante entre o MPLA, a FNLA e a UNITA.

Por João Henrique Hungulo

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