Sábado, 17 de Janeiro de 2026
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Sábado, 17 Janeiro 2026 13:37

Líder supremo do Irão acusa Trump de ser responsável pelas vítimas nos protestos

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, culpou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas mortes ocorridas na recente onda de protestos no país, duramente reprimida pelas forças de segurança, segundo várias ONGs.

"Não pretendemos levar o país para a guerra, mas não pouparemos os criminosos internos. E pior do que os criminosos internos, os criminosos internacionais, também não os pouparemos", declarou.

Perante uma multidão de apoiantes durante um discurso num feriado religioso, Ayatollah Ali Khamenei acusou ainda o presidente norte-americano de ser "responsável pelas vítimas, pelos danos e pelas acusações que lançou contra a nação iraniana".

"Isto foi uma conspiração americana", acrescentou, afirmando que "o objetivo dos Estados Unidos é engolir o Irão" e colocar o país "novamente sob domínio militar, político e económico".Ali Khamenei afirmou ainda que as autoridades "devem quebrar as costas dos sediciosos".

Os protestos no Irão começaram em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerão fecharam os seus negócios devido à queda do rial, mas logo se espalharam a todo o país com gritos de "Morte à República Islâmica" e "Morte a Khamenei".

Julgamento de manifestantes

Em meio à onda de protestos que ocorrem há duas semanas no Irã — e a violenta repressão promovida pelo governo —, uma organização de direitos humanos alertou nesta quarta-feira que pode haver “muitos outros casos” semelhantes ao de Erfan Soltani, o jovem iraniano de 26 anos condenado à morte e cuja execução foi marcada para ocorrer ainda hoje. Segundo a ONG curda Hengaw, o apagão quase total da internet imposto pelas autoridades tem dificultado a obtenção de informações sobre outros manifestantes que possam ter recebido sentenças capitais.

Em meio à onda de protestos que ocorrem há duas semanas no Irã — e a violenta repressão promovida pelo governo —, uma organização de direitos humanos alertou nesta quarta-feira que pode haver “muitos outros casos” semelhantes ao de Erfan Soltani, o jovem iraniano de 26 anos condenado à morte e cuja execução foi marcada para ocorrer ainda hoje. Segundo a ONG curda Hengaw, o apagão quase total da internet imposto pelas autoridades tem dificultado a obtenção de informações sobre outros manifestantes que possam ter recebido sentenças capitais.

— Tememos que existam muitos casos como o de Erfan — disse à BBC Awyer Shekhi, da Hengaw, acrescentando que a falta de comunicação torna “praticamente impossível” saber quantas pessoas já foram condenadas à morte nos bastidores do sistema judicial iraniano.

Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump declarou ter sido informado que as "execuções" pararam no Irã, em meio a informes de grupos de defesa dos direitos humanos de que as autoridades iranianas reprimiram brutalmente os protestos contra o regime. Durante um evento na Casa Branca, Trump disse que soube por "fonte segura" que "o massacre no Irã está parando. Parou... E não há plano para execuções", acrescentou, sem dar mais detalhes.

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