Sábado, 08 de Agosto de 2020
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Domingo, 05 Julho 2020 14:08

MPLA está moribundo e vai morrer dentro de pouco tempos anos

A liturgia em torno das qualidades patrióticas de João Lourenço é falsa, acima de tudo, severamente imoral quando tenta humanizar a sua figura e o seu próprio regime.

Como é possível colar a imagem de um homem que em vez de acabar com a corrupção que se perpetuava na era passada e que ele mesmo afirmava ser sua bandeira, agora colar a imagem do seu governo com péssimas qualidades, no âmbito de prestação de serviço ao povo, e uma marcha imparável de um império erguido sob cunho da força da corrupção.

João Lourenço com toda sua arrogância chamou os seus confrades de “marimbondos”, mas ele mesmo, meteu – se em tudo que é negócio do Estado, com um País repleto de circunstâncias sociais, atingido nos seus dois pés pelo drama da crise mais catastrófica da história, o homem que substituiu JES leva a vida inteira a assinar despesas em nome do superfaturamento corrupto que corre todo o sangue de sua natureza. João Lourenço é a revelação mais asquerosa de toda corrupção que abarca o seu governo.

Se pulverizam todos os axiomas de injustiças contra a figura de Isabel dos Santos, e se oferece ao País o espectáculo da hipocrisia, enquanto isso, as lides do seu regime acumulam riqueza à custa do aparelho do Estado. Pelos vistos os seus aduladores desconhecem ou desprezam deliberadamente, o que aconteceu quando este ocupou variados cargos no Governo de JES, onde fez e desfez quando quisesse amontoando riquezas para si e sua família.

Devastou os bens públicos do Estado, e hoje especializou – se em sacrificar Isabel dos Santos que nunca retirou nenhum tostão dos cofres do Estado para ter o que hoje possui. Isabel dos Santos construiu o seu império à custa de seu próprio sacrifício, não é solicitou ajuda de nenhum aparelho de Estado para fazê – lo, aliás, Isabel dos Santos não tem dívidas nenhuma contra o Estado angolano, é a arrogância, ganância, falta de escrúpulo, perseguição e corrupção do Governo de João Lourenço que fez vítima Isabel dos Santos para tornar os verdadeiros corruptos em talentos da sua própria governação.

Não se fala nada de Manuel Vicente que com as suas duas mãos desviou todo dinheiro da Sonangol, era na sua época em que esse organismo registou um buraco de 50 biliões de dólares. Não se fala nada de Copelipa e Dino que construíram um vasto império de bancos e empresas famosas em paraísos fiscais, não se diz nada do corrupto mais brilhante da história que, servindo – se da sua arte genial da matemática arquitectou a queda do BESA transferindo toda massa para os actores do MPLA e as contas de sua própria família.

João Lourenço deveria ter vergonha pela dramática corrupção que tomou posse no seu próprio governo, o combate à corrupção não tem escrúpulo algum de ser salientado, com tanta corrupção que passa na própria cidade alta. Talvez, nem sequer sabe que a sabotagem do aparelho do Estado começa na Cidade Alta e só termina nos demais cantos do País. Isabel dos Santos é simplesmente uma vítima utilizada como bode expiatório internacional para querer significar aquilo que em Angola não acontece, querem vender a figura de Isabel dos Santos que nada realizou contra o aparelho do Estado, não tem dívidas, nem sequer agarrou – se ao aparelho do Estado para constituir a sua riqueza como estes fizeram, ao mesmo tempo em que eles acusam Isabel dos Santos, e pagam até um Consórcio de Jornalistas de Investigação para expor publicamente a vida económica de Isabel dos Santos, eles desviam todas às atenções para esse espectáculo, enquanto isso, continuam a roubar o País, deixando Angola vazia de tudo. Pobre povo angolano, que vive de migalhas enquanto isso JL está a se enriquecer à custo do que era de todos, onde irá parar essa nação afinal? Com tanta roubalheira quanto hoje? A demasiada anarquia do aparelho do Estado deixa a desejar, questiona – se as razões que levam a JLO à dedicar – se de forma plena à combater Isabel dos Santos em vez de combater a corrupção: os corrupto esconderam – se no seu governo Sr. Presidente, têm nome e rosto.

Essa falsa luta contra corrupção não passa de um espectáculo sem norte. Onde anda o dito dinheiro do repatriamento de capitais? Onde anda o dinheiro da dívida chinesa que foi solicitar em 2018 e 2019 à China? Há relatório sobre os 15 mil milhões deixados nas reservas internacionais líquidas pelo ex – PR? Onde todo o dinheiro do Estado que parou nos seus cofres? Será que o povo angolano é o único “burro” que não tenha direito à nada? Vocês comem do bem e do melhor, enquanto isso, o povo angolano vive na miséria. A corrupção começa na Cidade Alta e termina nos demais sectores do Estado. A corrupção tornou – se numa verdadeira doutrina no MPLA. Persegue – se apenas Isabel dos Santos, que pelo contrário, não constituiu a sua riqueza agarrando – se aos cofres do Estado como fez o Sr. Presidente. Sr. Presidente da República, queira Excelência salientar de onde saiu tanto dinheiro para a sua fazenda no Kwanza Sul? Uma das mais ricas fazendas angolanas? De onde saiu tanto dinheiro para a sua super – mansão nos EUA? O senhor é corrupto tal quanto o são os demais, não se admite tanta perseguição à figura de Isabel dos Santos, enquanto isso a corrupção não tem sequer um fim.

Todos roubam, não há sequer um que sirva para grandeza desta nação, são todos ladrões que fazem da ladroagem na única forma de governar Angola, enquanto isso, varões néscio acham que o País vai bem, o País vai pior que na época de José Eduardo dos Santos, aliás, embora se tenha registado corrupção no seu tempo, não faltou para o povo angolano um prato de comida na mesa, mas hoje, falta tudo, até o lixo já se fez numa nova refeição para o povo angolano.

A tristeza mais deplorável é ter um corrupto armado em santo em frente dos destino de um País à beira de um colapso económico.

O clima de guerras internas disseminado por JLO no âmago do Partido é totalmente infeliz (…). As entranhas do MPLA, agora, entendem que a guerra imposta no seio do MPLA por João Lourenço deixará o MPLA profundamente mórbido, sem idoneidade alguma de se sarar deste grande mal que lhe astela.

João Lourenço vai de forma progressiva afundar completamente o MPLA, não só a corrupção endémica que mancha o seu consulado, mas também avolumou – se perseguições contra destacadas figuras no seio dos camaradas, estando o clã dos Santos na linha da frente entre os variados visados no trauma de uma perseguição implacável. As políticas nefastas, e impensáveis de JLO trazem como reflexo um eclipse total da popularidade do MPLA no País, passando o Partido a perder – se entre trevas e guerras.

Ausculta – se o seguinte quesito: existe ou não algum teor de “inteligência” no círculo do MPLA que o permita reflectir sobre os efeitos agoirentos da guerra interna imposta por João Lourenço? Se existe que problemática envolve os camaradas do “MPLA” em manterem – se completamente mudos face à guerra interna que devasta a credibilidade nacional do “MPLA”? Há abundante medo por parte dos anciãos do MPLA em fazer face a verdade que transporta – se na atmosfera dos dias actuais. Todos chafurdados pelo medo de serem indicados pela PGR, caso enfrentarem JLO, transformaram a mudez no único exercício da coragem política no seio do regime dirigido por um agente da CIA. 

Se em 14 de Setembro de 1960, Patrice Lumumba foi preso em sua própria residência, face à um golpe dado pela CIA, na qual, Mobutu Sese Seko mantinha ligações directas, não fez – se diferente no caso Lourenço, que de maneira tão extrenha intervém como o único favorito entre os dez eleitos por José Eduardo dos Santos à substituí – lo na Presidência da República e do MPLA. Lourenço foi indicado por três empresas de markiting político como o único capaz de mudar o rumo que Angola tomava, de recordar que, há claras evidências da intervenção da CIA no âmbito dos resultados do estudo solicitado por José Eduardo dos Santos sobre quem deveria substitui – lo no futuro.

Lourenço deu um golpe de mestre para poder substituir José Eduardo dos Santos nos destinos do MPLA e da República tendo envolvido órgãos internacionais para que tal facto fosse evidenciado no plano real. João Lourenço é o factor decisivo para o fim do MPLA em Angola. Se, não há olhos para ver essa verdade, deve haver ouvidos para ouvi – la, antes que seja tarde demais. João Lourenço não tem visão alguma de fazer do MPLA uma grande organização, antes pelo contrário, João Lourenço tem como propósito último, dar fim ao MPLA, e, erguer o seu próprio Partido, conforme o combinado com os órgãos da CIA, no qual ele é parte integrante. Não se duvida da sua vida privada nos EUA como fruto de uma ligação intrínseca com o regime americano. Os seus filhos estudaram e cresceram em cidades americanas, a sua mulher faz com frequência viagens para os EUA. Há múltiplos investimentos da família Lourenço nos EUA. Além de mais, JLO tem uma das mansões mais caras dos EUA, que nem sequer Obama possui.

Com as suas ligações satânicas em actos de maçonaria, Lourenço, arrisca – se de perder tudo, mesmo que o Diabo (Satanás) tenha – o garantido um poder acima de dez anos. João Lourenço consagrou sacrifícios demoníacos na França e em variados lugares do mundo. Em Angola, logo que terá chegado ao poder, João Lourenço deslocou – se à cidade do Huambo, tendo aterrado no município do Bailundo, cujo intuito visou receber um banho satânico realizado às mãos do bruxo mais temido daquela região, o famoso “Rei do Bailundo”.

João Lourenço recebeu um pacto satânico para se manter no poder. As variadas tentativas de dar fim a vida de Eduardo dos Santos são uma prova de como João Lourenço faz do pacto satánico na única forma de governar o País. José Eduardo dos Santos quase que perdeu a sua vida nesta guerra interna do MPLA, há quem o dava como morto, não aceitando que ainda se mantinha vivo. No entanto, a perseguição a sua primogénita (Isabel dos Santos) é mais uma fúria extrema que anda na garganta de JLO uma vez que a saciedade de João Lourenço plasmada na morte de Dos Santos como um propósito criado em nome do Diabo não terá acontecido. Se dos Santos morresse, JLO ficaria quantos anos quisesse no poder, porque foi dos Santos quem o colocou como Presidente de Angola e do MPLA.

A CIA teve sempre um papel decisivo no plano da governação em Angola, desde épocas coloniais. Foi a CIA que deu fim ao regime de Salazar dando uma queda abrupta de todo o poder do Estado Novo ao nível das províncias do ultramar. Gerald Ford (antigo presidente dos EUA) destacou – se como um dos pilares importantes no processo de descolonização de Angola. Ford teria autorizado o financiamento de organizações pró-ocidentais e a interferência da CIA. Numa altura em que a guerra-fria entre os Estados Unidos e a União Soviética se encontrava no auge, o avanço da esquerda em Portugal, após o golpe de Estado, desencadeou sérias preocupações em Washington particularmente após a demissão do Presidente António Spínola, em Setembro de 1974. No mês seguinte, Ford reuniu-se com o Presidente Costa Gomes e com o então ministro dos Negócios Estrangeiros Mário Soares numa altura em que aumentavam as preocupações em Washington sobre a crescente influência dos comunistas em Portugal. Segundo relatos publicados nos Estados Unidos o então secretário de Estado Henry Kissinger terá dito a Mário Soares que o considerava o «Kerensky» de Portugal, numa referência a um líder moderado da revolução russa de 1917 que acabou por ser marginalizado e exilado pelos comunistas. Em Maio de 1975, Ford voltou a reunir-se em Bruxelas com o Presidente Costa Gomes e o primeiro-ministro Vasco Gonçalves, a quem disse considerar Portugal um «Cavalo de Tróia» da União Soviética dentro da NATO. Tal quanto a CIA impôs – se como órgão decisor no processo de descolonização, é hoje a mesma CIA que através de João Lourenço vai dar fim ao regime do MPLA.

O plano de João Lourenço está pautado numa orientação da CIA, visando dar fim a credibilidade nacional do MPLA, após tal facto ser consumado, João Lourenço terá duas hipóteses, ou deixar o poder na UNITA ou então apresentar publicamente o seu Partido e candidatar – se novamente como Presidente de sua própria organização.

João Lourenço em substituição à um MPLA doentio e completamente fragmentado já dispôs o seu próprio Partido. É pena que, os camaradas do MPLA, vendidos num sono medonho não tenham habilidade alguma de poder decifrar o real cenário que toma conta do curso hodierno das coisas no regime do MPLA. João Lourenço foi colocado em frente do Partido sob influência da CIA, mas a verdade é que, João Lourenço, vai poder materializar os desejos da CIA visados num fim eterno daquela que era a maior organização política de África, e por sinal, a mais preparada em África. Não há Partido algum que foi tão coeso, e, tão organizado como o MPLA ao nível de África. A OMA, por exemplo, foi a organização feminina ao nível de África mais contemplada, sua consideração abeirou até os quatros cantos deste mundo. O MPLA assinalava no passado um engrandecimento dinâmico no âmbito das suas bases, aos nossos dias, observa – se uma retrogradação estrondosa face ao descrédito e guerras impostas por João Lourenço. João Lourenço veio para acabar com o MPLA!

João Lourenço age em sentido contrário ao do progresso do Partido, minando a paz e a fraternidade entre os camaradas! Aliás, o facto de João Lourenço ter constituído um Partido em seu nome, como escape da fragilidade do MPLA, é uma das provas claras de como Lourenço pretende acabar com o MPLA e toda sua credibilidade mundial. Se, Lourenço fosse afecto ao MPLA, não se aliaria à órgãos da CIA, de lembrar que, até então, tem sido a CIA a orientadora de muitas eventualidades produzidas contra o MPLA. Neste âmbito, sendo JLO um aliado da CIA, há provas claras, de que, um dos grandes objectivos é colocar fim à organização MPLA.

Camaradas do C.C e do BP, com Lourenço no comando do Partido o MPLA terá de caminhar para o fim. Lourenço deve sair da Presidência do Partido e deixar tal espaço à uma outra personalidade capaz de unificar o Partido e dar fim ao clima de desavenças imposto no seio do Partido.

Com guerras, perseguições, ódio a correrem as veias do Partido, não há como haver de vencer as eleições de 2022, já que, se as autarquias fossem realizadas hoje, não haveria necessidade de ditar os resultados, todos sabem que o MPLA perderia estrondosamente as eleições autárquicas, caso se efectiva tal aspiração. JLO não salvou o Partido, apenas abriu uma sepultura para o enterrar de forma definitiva. Lourenço transformou o MPLA numa fogueira acesa de preocupações de natureza interna, colocou os camaradas numa guerra insana. Lourenço não seguiu nem sequer o palpite da alma imortal de Neto, deu fim ao MPLA num abrir e fechar de olhos.

Por Leomar da Cunha Francisco

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