Quarta, 12 de Agosto de 2020
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Quinta, 04 Julho 2019 09:07

José Eduardo dos Santos permanecerá para sempre na história como um bom patriota

José Eduardo dos Santos é o líder único que viajou no tempo em busca das maiores respostas às circunstâncias encontradas no coração da nação angolana ao longo de sua existência. Não se pode separar a história da República de Angola de José Eduardo dos Santos, aliás, sua história confunde – se com a da Pátria.

José Eduardo dos Santos é a seiva bruta que fluiu ao longo de todo passado sobre a árvore chamada Angola, capaz de tê – la plenamente forte, isenta dos tropeços sucessivos de que o tempo não tardava por parir. José Eduardo dos Santos é símbolo de fé e optimismo, um herói inédito, que mesmo que os humanos se calarem de o glorificar, o tempo, a história, nunca pararão de glorifica - lo, como o homem que desafiou todas as circunstâncias, pôs a prova a própria vida em benefício da Pátria amada angolana, entregou – se a sério, quando foi até ao limite, manteve este país unido, deu o peito às balas quando a ameaça de desintegração provocada pelo Apartheid e a UNITA era inegável, embora muitos o traíram, José Eduardo dos Santos permaneceu durante toda a fase de ataques mediáticos e verbais, completamente sereno, calmo, pacífico, tolerante, silenciado como no filme “Un Silencio de Tumba”, desmistificando a personalidade de um líder inédito, que quando as águas se agitam, ele é o único que permanece equilibrado e calmo.

Desacreditado por muitos que lhe lambiam as botas, e, hoje mudaram de rumo, como trocam – se as camisas dos abutres e falsos seguidores, querendo – o empurrar longe do alcance da luz, e, fazer da sua imagem, um acto depreciativo, pela ironia do destino, José Eduardo dos Santos permanecerá na história como o líder único da nação angolana, que mais defendeu a Pátria, e, mais fez por ela nos momentos mais tenebrosos da história, que nem a traça, nem a ferrugem sabem desafiar, embora, haja quem tencionasse perverter a imagem de José Eduardo dos Santos, é líquido concluirmos que estamos diante da maior figura da humanidade toda de África Austral, África Ocidental, África Setentrional, África Oriental, África Central, não existe figura única neste continente, além de Mandela, cujos feitos têm o feitio da latitude de Eduardo dos Santos. José Eduardo dos Santos permanecerá para sempre no coração do povo angolano, como o sangue da Pátria, homem mais importante da história angolana, o Homem da Pátria, o Bom Patriota, o líder mais calmo e mais ponderado que Angola já teve outrora, o homem grato pela nação que o fez nascer de novo.

José Eduardo dos Santos cumpriu o seu papel, esta afirmação parece mais actual do que nunca, é daquelas coisas que sobreviverá ao tempo todo, sobre sucessões de gerações. JES envelheceu, a sua geração envelheceu, tudo à custa de uma luta incansável em prol da Pátria porque nasceu, é daqueles homens enviados de Deus, não para satisfazer os desejos de suas vontades, mas para cumprir uma missão, cujo teor: é servir ao povo angolano, como diz a música do grupo Brasileiro Revelação: "É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar."

A  sua história estará presa nos marcos fundamentais da narração da Pátria angolana, nos livros poéticos, nas capas de jornais, nos livros de história, de romance, livros fotográficos, nas paredes das ruas de Luanda, de Cabinda, do Huambo, do Lubango, do Moxico, de Malanje, de Saurimo, de Cuanza Sul, do Bié, de Menongue, do Cunene, do Bengo, do Uíge, do Záire, do Namibe, de Benguela, nos desertos e chanas angolanas de Namibe, até contagiar a planta mais rara denominada Welwitchia Mirabilis que levantar – se – á e gritara: “Bendito o Patriota, o enviado de Deus”. Seu nome alugará as avenidas do País, os edifícios da nação. Gravado nas músicas sobre "o Patriota", nos ecrãs de televisores, nos filmes sobre "o Patriota", falado em todas as línguas, entre as várias tribos e nações deste mundo, em rádios do mundo além (...). José Eduardo dos Santos, atravessará a história e o continente Berço da Humanidade (como fazia referir Darwin, na sua teoria da evolução) se entusiasmará por tê – lo como o filho querido africano, como o maior patriota que já pousou sobre o palco de África, “José Eduardo dos Santos permanecerá para sempre, sobre sucessões de gerações como o Bom Patriota”, esta afirmação estará em pé sobre o percurso de séculos e séculos, de pedra e cal. Inamovível e sem ferrugem.

O homem da Pátria permaneceu o tempo todo lutando e defendendo os interesses da Pátria, é mister que seja o Bom Patriota, aquele que deu a sua vida toda para o bem da Pátria. A vida do Bom Patriota é marcada de episódios de guerra e de paz, sobretudo, após a assinatura do Protocolo de Lusaka (20 de Novembro de 1994), o Patriota era colocado num beco sem saída, onde a guerra ousava ir até aos limites de sua sensibilidade moral.

A vida do Patriota resume – se na vida da Pátria Angolana desde 1979 à 2017, José Eduardo dos Santos é a chave da história da nação angolana, porque foi ele que abriu todas portas que cerravam o passado, quando a porta da paz foi aberta, não ficou no sepulcro do silêncio do 4 de Abril, as mais hediondas e catastróficas histórias do mal que envenenou o passado da nação angolana, que graças à luta acérrima do Bom Patriota, a nação libertou – se do mal, as estatísticas da guerra crua e nua falam por si: a morte de mais de um milhão de pessoas, milhões de desalojados, centenas de milhares de mutilados, o país destroçado e o seu solo pejado de minas e armadilhas mortíferas, José Eduardo dos Santos foi ao longo desse tempo todo o salvador da nação angolana, que seu qual a Pátria estaria completamente perdida no abismo de tão trôpegos e broncos nunca a conseguiriam salvar. José Eduardo dos Santos cumpriu o seu papel. A Pátria agradece.

O Protocolo de Lusaka ensaiava mais um acto teatral para dizimar mais uma vez a esperança mórbida do povo angolano, o destino foi tão irónico que nunca deu ousadia à mudança de atmosfera social no cerne angolano, desde logo, o Protocolo de Lusaka teve um desfecho totalmente desagradável.

Enquanto o povo ansiava que a implementação dos Acordos de Paz para Angola, assinados, em Lisboa, a 31 de Maio de 1991 fosse um facto, a montanha da guerra não esperava por ninguém, paria balas e canhões contra as vozes da paz, o Patriota era chamado à mover – se com todas as alternativas a fim de viabilizar um clima pacífico no âmago angolano, porém, a vontade de ter uma Angola em paz, morria sempre solteira.

De Lusaka esperava o ouvido do povo angolano que a voz da diplomacia ali ecoada fosse capaz de dar lugar à sequência do funcionamento regular e normal das instituições angolanas, resultante do sufrágio universal, livre, directo e secreto exercitado de 29 à 30 de Setembro de 1992, porém, a vaidade dos líderes angolanos de pegar no gatilho da espingarda adiava qualquer consenso de paz à ponto de enaltecer – se as palavras de força e ódio, e humilhar – se a vontade de ter um País em paz, embora a comunidade internacional insistisse que a paz, era um bem imperativo, desde então, a guerra parecia tão viciante para a UNITA, como sendo o único cajado favorável para fazê – la alcançar a cadeira da cidade alta, desde logo, reduziram – se as palavras às vozes das armas, e o País seguiu o seu rumo assolado e completamente demolido pelo cano da espingarda.

A grave crise que o país vivia exigia uma solução global que conduzisse ao reencontro dos angolanos desavindos, para viverem pacificamente na mesma Pátria e em espírito de cooperação, para a prossecução do bem-comum, graças ao esforço de José Eduardo dos Santos, esse sonho tanto meditado pelo povo angolano, viu – se cumprir somente em 2002 com a morte do Tendão de Aquiles da UNITA, Dr Jonas Malheiro Savimbi, cumpriam – se as palavras de Jonas Savimbi: “Eu sou a enxada, e os demais membros da minha organização são o cabo, se eu paro tudo acaba”, foi com a morte de Savimbi que a guerra encerrou os seus portões, e os raios da paz incidiram sobre o solo angolano. Um dos princípios gerais do Protocolo, relativo à reconciliação nacional, sublinhava que "toda a acção humana nos campos político, económico, social e cultural devia reflectir sobre o grande objectivo da reconciliação nacional, para se construir uma sociedade angolana de progresso e de tolerância". Na época, os marcos do acordo consideravam um imperativo nacional a reconciliação, por ser “a expressão da vontade popular”, traduzida sem equívoco pela vontade política do Governo e da UNITA de coexistirem no quadro da ordem constitucional, política e jurídica angolana, resumida pelo respeito aos princípios da aceitação da vontade popular expressa em eleições livres e justas e do direito à oposição.

Neste cerne, tanto a UNITA quanto o MPLA, enveredavam fortes propaganda visadas na busca de apoio público em prol da satisfação de seus fins peculiares, quer no panorama nacional, como no âmbito internacional. Todavia, os dois entes da história (UNITA e MPLA) fizeram – se comprometer, perante o mundo e o País, de que estavam dispostos à cumprir tudo quanto fora abordado nos protocolos de Lusaka, respeitando e fazer respeitar o espírito e a letra da Lei imposta nos acordos de Lusaka. Porém, Angola era sempre vítima de um sonho incapaz de ser realizado, há quem sabe dizer que Jonas Savimbi ter – se – á encolerizado pelo facto de Eugénio Ngolo "Manuvakola" ter aceite assinar, na companhia da pessoa de Fernando Faustino Muteka (MPLA) a 31 de Outubro de 1994, em Lusaka, o dito protocolo que abriria mais um sonho risonho da nação angolana, marcando o fim de um período cinzento da história de Angola. Tal acto, não deixou para longe o olhar do mundo todo, essa solene actividade ecoava os quatros cantos do mundo, na presença de figuras requintadas do panorama mundial, como é o caso, do representante especial do secretário-geral da ONU em Angola, Alioune Blondin Beye, cujo fim de sua vida, ditava também o fim de tal Protocolo, acabando morto num avião carbonizado por um acidente intruso e inevitável, e o destino de Angola, como sempre, prendido na maldade, fora jogado de uma vez ao inferno, onde o Diabo, era o único imperador a ordenar como a dança da metralhadora poderia ser ensaiada e como as carnificinas poderiam ocorrer num palco chamado Angola.

O pacto engendrado no Protocolo de Lusaka, era forte e poderoso, não deixou para trás a vontade de haver uma nação plenamente pacífica, deu luz à uma série de fenómenos, entre os quais citam – se o fim do cântico das armas nos quatros cantos da nação angolana, punha – se em causa imperativa o aquartelamento das forças armadas da UNITA, dava – se também a anunciar o fim imperativo de qualquer contradição bélica entre as FAA e as Forças Militares da UNITA, permitindo desde logo que, houvesse um País completamente livre, que fizesse imperar a livre-circulação de pessoas e bens; tudo sob supervisão, controlo e verificação geral das Nações Unidas, porém, o sonho de tal facto vir a acontecer, estava somente no segredo dos deuses, todavia, o Protocolo de Lusaka nunca foi aplicado em Angola, morreram as palavras escritas em papeis, mas a prática ditava um percurso completamente cinzento da história. A retirada e o aquartelamento de todas as forças militares da UNITA (conforme previa a Resolução 864 do Conselho de Segurança da ONU) nunca veio à suceder de facto, se houve algum aquartelamento, tratou – se de ser um fenómeno completamente subjectivo, nunca real, a UNITA nunca cumpriu em plenitude tal âmbito. Era imperativo que nesta óptica, as FAA fosse reportar na pessoa do Governo Angolano o seu contingente militar junto das Nações Unidas, num âmbito actualizado, franco, sem esquecer de realçar a composição do seu armamento, meios e respectivas localizações das Forças Armadas Angolanas. Sabe – se à cor da letra de que o espírito do Protocolo de Lusaka somente pairava no abismo, e nunca pertenceu ao mundo real dos homens.

Ao longo do processo, foram ainda levantadas algumas situações, como foi o caso do equilíbrio do meio interno político, plasmado na criação da Lei da Amnistia, bem como mecanismos visados no enquadramento de elementos da UNITA no Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN), foi deste Protocolo que terá parido o famoso GURN, consequente dos acordos de Lusaka assinados pelo Governo e pela UNITA, na capital zambiana, em Novembro 1994, primava – se também na cedência de pastas ministeriais e de outras funções administrativas ao representantes da UNITA.

O GURN permanecia em pé, nunca falia, porque Jonas Savimbi não acreditava em nada que falava, terá mesmo afirmado que a paz é para os políticos apenas, os militares devem preparar – se sempre para a guerra. Tratava de ser o protocolo de Lusaka um acto de fachada, um presente envenenado que acabava por matar a felicidade do povo angolano de súbito, desde então, o Governo angolano esperava pela ida dos representantes da UNITA à Luanda, tal facto, não teve algum sucesso. Savimbi terá afirmado à Nelson Mandela ao 8 de Janeiro, em Umtata, na África do Sul que, “gostaria que a ida dos seus homens para Luanda fosse precedida de uma discussão sobre o seu futuro estatuto”. Essa verdade era tão viva quanto o fogo ardente num ermo abandonado, ao 16 de Janeiro veio à lume tal verdade, enquanto os membros do Governo Angolano aguardavam pela comitiva da UNITA, essa nem sequer um piscar de olhos soube dar como pretexto de sua ausência: “ninguém apareceu”, tendo sido cancelado o empossamento do Governo previsto para 25 de Janeiro.

Através do protocolo de Lusaka seguiu – se o aquartelamento das Forças Militares da UNITA que caracterizava – se pela recolha, armazenamento e custódia, pelas Nações Unidas, do armamento das forças militares da UNITA no momento do aquartelamento.

Porém o sonho de haver uma Angola em paz, não encontrou lugar algum de se realizar, depois de se ter assistido a sangrenta guerra que terá sucedido em 1992 após o acto eleitoral, onde Angola se terá transformado num campo de ossos secos, onde rios emanavam sangue em vez de água, o sonho de voltar a ver o rosto da paz, nunca terá acontecido na altura, somente em 2002, tal facto foi capaz de suceder!

Por João Henrique Rodilson Hungulo

BEM-HAJA AO BOM PATRIOTA!

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